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Criação de vagas nos EUA deve ter acelerado em julho, com taxa de desemprego inalterada em 4,2%

Criação de vagas nos EUA deve ter acelerado em julho, com taxa de desemprego inalterada em 4,2%

Reuters

07/08/2026

Placeholder - loading - Anúncio de vaga de trabalho em restaurante deMedford, EUA 25 de janeiro de 2023.     REUTERS/Brian Snyder/Foto de arquivo
Anúncio de vaga de trabalho em restaurante deMedford, EUA 25 de janeiro de 2023. REUTERS/Brian Snyder/Foto de arquivo

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 7 Ago (Reuters) - A criação ​de vagas de trabalho nos Estados Unidos provavelmente acelerou em julho, oferecendo uma garantia de que o mercado de trabalho permaneceu resiliente e permitindo que o Federal Reserve mantenha o foco na inflação.

O relatório de emprego do Departamento do Trabalho, que será divulgado nesta sexta-feira, deve mostrar ainda que a taxa de desemprego ficou inalterada em 4,2% no mês passado, mesmo com a previsão de que a taxa de participação na força de trabalho tenha se recuperado após cair para o menor nível em mais de cinco ⁠anos em ⁠junho.

Economistas afirmaram que, embora o crescimento ​do emprego ‌tenha desacelerado após um forte desempenho nos últimos meses, o mercado de trabalho permaneceu estável, com os empregadores nem buscando impulsionar as contratações nem fazendo demissões em massa. O mercado de trabalho e a economia em geral ⁠têm, até o momento, resistido à guerra no Irã, que já está ​em seu sexto mês, com a demanda interna crescendo no ritmo mais rápido ​em mais de três anos no segundo trimestre.

“Ainda ‌é uma situação relativamente ​estável, ⁠sem grandes oscilações, não é um mercado de trabalho particularmente forte ou fraco”, disse Brian Bethune, professor de economia do Boston College. “Certamente não vejo um salto significativo para cima nem ​qualquer motivo convincente para uma queda, simplesmente porque os lucros das empresas estão indo bem.”

A economia dos EUA provavelmente abriu 80 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola no mês passado, após 57 mil no mês anterior, segundo uma ​pesquisa da Reuters com economistas. As estimativas variaram de um mínimo de 10 mil a um máximo de 140 mil novos empregos.

Embora o consenso esteja abaixo da média de 111.000 novos empregos mensais registrada no segundo trimestre, ela ainda estaria bem acima dos cerca de 20.000 a 50.000 empregos por mês que, segundo economistas, são necessários para acompanhar o crescimento da população em idade ativa.

A chamada “taxa de equilíbrio” foi bastante reduzida devido ​à diminuição da força de trabalho em meio à repressão à imigração promovida pelo ‌presidente Donald Trump. Os economistas estarão atentos ⁠às revisões dos números de empregos criados em maio e junho, que, segundo eles, podem ser um aspecto mais importante do relatório de julho.

As grandes revisões ⁠para baixo dos dados desses dois meses no ano ⁠passado levaram Trump a demitir a comissária ⁠do Escritório de ⁠Estatísticas ​do Trabalho, Erika McEntarfer. O presidente, sem apresentar provas, acusou McEntarfer de manipular os dados.

Reuters

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