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Déficit comercial da Alemanha com a China aumenta enquanto Pequim passa a depender menos da indústria europeia

Déficit comercial da Alemanha com a China aumenta enquanto Pequim passa a depender menos da indústria europeia

Reuters

09/08/2026

Placeholder - loading - Um navio porta-contêineres é visto no terminal de carregamento “Altenwerder”, no porto de Hamburgo, na Alemanha, em 17 de fevereiro de 2025. REUTERS/Fabian Bimmer/Foto de arquivo
Um navio porta-contêineres é visto no terminal de carregamento “Altenwerder”, no porto de Hamburgo, na Alemanha, em 17 de fevereiro de 2025. REUTERS/Fabian Bimmer/Foto de arquivo

Por Rene Wagner

BERLIM, 9 Ago (Reuters) - ​O déficit comercial da Alemanha com a China aumentou no primeiro semestre de 2026, mesmo com a potência asiática continuando a ser seu principal parceiro comercial, segundo dados preliminares divulgados neste domingo pela agência estatal Germany Trade & Invest (GTAI).

As exportações alemãs para a China caíram mais de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, para pouco menos de ⁠37 ⁠bilhões de euros entre janeiro ​e junho, ‌segundo os dados, à medida que as empresas chinesas reduziram a dependência das importações europeias, fazendo com que a China passasse a ser apenas o ⁠nono maior mercado para os produtos alemães.

Em 2021, a ​China era o segundo maior mercado de exportação. Naquele ano, ​a Alemanha vendeu à China ‌mercadorias no valor ​de 104 ⁠bilhões de euros, apesar dos efeitos da pandemia.

Agora, o setor manufatureiro alemão enfrenta dificuldades tanto com as tarifas dos EUA ​quanto com a concorrência chinesa, o que está provocando grandes cortes de pessoal em gigantes da indústria, como a montadora Volkswagen.

A China, porém, está vendendo cada vez ​mais para a Alemanha.

No primeiro semestre do ano passado, a Alemanha registrou um déficit comercial de 40 bilhões de euros com a China. Esse valor aumentou para cerca de 55 bilhões de euros no mesmo período deste ano.

As importações alemãs da China aumentaram 8,9%, para 91,8 bilhões de euros no ​período. O comércio total ultrapassou 128 bilhões de euros, 3 ‌bilhões a mais do que ⁠com os Estados Unidos.

“As razões para o declínio das exportações para a China são a economia doméstica fraca ⁠e o crescente foco (chinês) nas cadeias ⁠de valor domésticas”, disse Corinne ⁠Abele, especialista em ⁠Ásia ​Oriental do GTAI.

(Reportagem de Rene WagnerReportagem adicional de Dave Graham)

Reuters

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