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Déficit comercial dos EUA aumenta em agosto em meio a força das importações

Déficit comercial dos EUA aumenta em agosto em meio a força das importações

Reuters

06/10/2026

Placeholder - loading - Navio porta-contêineres ancorado no Porto de Long Beach, EUA 17 de julho de 2026. REUTERS/Mario Anzuoni/Foto de arquivo
Navio porta-contêineres ancorado no Porto de Long Beach, EUA 17 de julho de 2026. REUTERS/Mario Anzuoni/Foto de arquivo

WASHINGTON, 6 Out (Reuters) - O déficit comercial ​dos Estados Unidos aumentou mais do que o esperado em agosto, impulsionado por um aumento nas importações de bens em meio a uma demanda interna robusta, mantendo o comércio a caminho de pesar mais uma vez sobre o crescimento econômico no terceiro trimestre.

O déficit comercial aumentou 13,7%, para US$105,6 bilhões, informaram na terça-feira o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio e o Census Bureau. Economistas ⁠consultados ⁠pela Reuters previam que o déficit ​seria ‌de US$102,0 bilhões.

A deterioração já havia sido sinalizada por dados divulgados na semana passada que mostraram um aumento no déficit comercial de bens em agosto, impulsionado pelas importações.

A demanda interna ⁠cresceu no ritmo mais acelerado em mais de três anos ​e meio no segundo trimestre, refletindo gastos robustos dos consumidores ​e das empresas em equipamentos, principalmente ‌relacionados à inteligência artificial (IA).

A ​tendência ⁠parece ter se estendido ao terceiro trimestre, com dados do mês passado indicando fortes gastos dos consumidores em agosto, bem como encomendas e ​remessas de bens de capital não relacionados à defesa, excluindo aeronaves.

Mas as empresas estão contando com as importações para atender à demanda. O aumento nas importações também ocorreu apesar das tarifas agressivas ​do presidente Donald Trump, que, segundo ele, têm como objetivo reduzir o déficit comercial.

As importações aumentaram 4,3%, para US$420,8 bilhões em agosto. As importações de bens subiram 5,3%, para US$342,2 bilhões. As exportações cresceram 1,4%, para US$315,2 bilhões. As exportações de bens aumentaram 2,2%, para US$205,7 bilhões.

O comércio pesou sobre o Produto Interno Bruto (PIB) por três ​trimestres consecutivos, e economistas estimam que ele possa reduzir o PIB em ‌até 2,5 pontos percentuais no ⁠terceiro trimestre.

As estimativas de crescimento para o trimestre de julho a setembro estão, em sua maioria, acima de uma taxa anualizada ⁠de 3,0%, com os gastos do consumidor ⁠devendo compensar o impacto negativo ⁠das importações. A ⁠economia ​cresceu a um ritmo de 2,2% no segundo trimestre.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

Reuters

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