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Déficit comercial dos EUA aumenta em julho; importações de bens de capital atingem máxima recorde

Déficit comercial dos EUA aumenta em julho; importações de bens de capital atingem máxima recorde

Reuters

03/09/2026

Placeholder - loading - Navio de carga parte do porto de Oakland, EUA  4 de agosto de 2025. REUTERS/Carlos Barria
Navio de carga parte do porto de Oakland, EUA 4 de agosto de 2025. REUTERS/Carlos Barria

WASHINGTON, 3 Set (Reuters) - O déficit comercial ​dos Estados Unidos aumentou em julho uma vez que a demanda interna impulsionou as importações, fazendo com que o comércio voltasse a pesar sobre o crescimento econômico no terceiro trimestre.

O déficit comercial aumentou 24,4%, para US$88,6 bilhões, informaram nesta quinta-feira o Escritório de Análise Econômica e o Census Bureau do Departamento de Comércio. Economistas consultados pela Reuters previam um déficit de US$90,0 bilhões.

A deterioração já havia sido sinalizada por dados ⁠divulgados ⁠na semana passada, que mostravam um ​aumento ‌no déficit comercial de bens em julho impulsionado pelas importações.

A demanda interna disparou no segundo trimestre, uma combinação de gastos robustos dos consumidores e investimentos empresariais em inteligência artificial. A demanda, ⁠no entanto, está sendo saciada por importações, o que contribui ​para ampliar o déficit comercial.

As importações aumentaram 2,8% em julho, para ​US$399,3 bilhões. As importações de bens dispararam ‌3,7%, para US$320,6 ​bilhões. ⁠As importações de bens de capital saltaram US$14,4 bilhões, atingindo um recorde de US$140,3 bilhões, refletindo fortes aumentos em computadores, acessórios de informática e ​chips, provavelmente relacionados à expansão da IA.

Mas as importações de suprimentos e materiais industriais, que incluem petróleo, caíram US$1,8 bilhão. As importações de petróleo bruto recuaram US$1,8 bilhão em meio à queda nos ​preços.

As exportações diminuíram 2,1%, para US$310,7 bilhões, com as remessas de bens caindo 3,0%, para US$201,0 bilhões. Essa queda foi impulsionada por um declínio de US$8,7 bilhões nos suprimentos e materiais industriais, principalmente petróleo bruto e ouro não monetário, que é excluído do cálculo do Produto Interno Bruto. As exportações de bens de capital, no entanto, aumentaram US$1,9 bilhão. ​As exportações de bens de consumo subiram US$1,7 bilhão, impulsionadas por produtos ‌farmacêuticos.

O déficit comercial de bens ⁠cresceu 17,3% em julho, para US$119,6 bilhões. Quando ajustado pela inflação, o déficit de bens aumentou 12,7%, para US$106,4 bilhões. O comércio ⁠subtraiu 1,14 ponto percentual do crescimento do ⁠PIB no trimestre de abril a ⁠junho. A economia ⁠expandiu ​a uma taxa anualizada de 1,5% no último trimestre.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

Reuters

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