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Discussão com diretor de museu italiano alimenta debate sobre controle da cultura por governo Meloni

Discussão com diretor de museu italiano alimenta debate sobre controle da cultura por governo Meloni

Reuters

21/09/2023

Placeholder - loading - Premiê italiana Giorgia Meloni em Roma  29/12/2022   REUTERS/Guglielmo Mangiapane
Premiê italiana Giorgia Meloni em Roma 29/12/2022 REUTERS/Guglielmo Mangiapane

Atualizada em  21/09/2023

Por Federico Maccioni

MILÃO (Reuters) - Uma briga entre o diretor de um prestigiado museu em Turim e políticos da coalizão de direita da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni inflamou um debate sobre se o governo está buscando controlar indevidamente a cultura.

Christian Greco dirige o Museu Egípcio na cidade do norte da Itália desde 2014. A instituição tem tido um aumento acentuado de venda de ingressos, com mais de 900 mil visitantes no local em 2022, alta de 6,3% em relação aos níveis anteriores à pandemia.

No entanto, Greco foi criticado por partidos de direita em 2018 quando lançou uma promoção oferecendo descontos para falantes de árabe em reconhecimento ao fato de que a coleção do museu veio do Egito -- a maior nação árabe.

O partido Irmãos da Itália, de Meloni, e seu aliado, a Liga, disseram que a redução de preços discriminava os italianos e, desde que assumiram o poder após as eleições do ano passado, eles voltaram a fazer a alegação.

'Ele é um diretor de esquerda que dirige o Museu Egípcio em Turim de maneira ideológica e racista contra os italianos e os cidadãos cristãos', disse o vice-chefe da Liga, Andrea Crippa, ao site Affaritaliani.it esta semana.

Em entrevistas a vários jornais nesta quinta-feira, Greco defendeu seu histórico e disse que os políticos italianos, ao contrário de seus colegas no exterior, tentam se intrometer em decisões técnicas sobre como os museus são administrados e como seus diretores são selecionados.

Greco disse estar confiante de que haverá transparência em futuras nomeações, mas afirmou que os políticos italianos precisam parar de interferir.

'Na Itália, a interferência política é excessiva, arruína certos equilíbrios e é um problema que sempre existiu', disse ele ao La Stampa.

Reuters

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