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Economia alemã caminha para contração no 1º trimestre, diz BC

Economia alemã caminha para contração no 1º trimestre, diz BC

Reuters

20/03/2023

Placeholder - loading - Vista de Frankfurt, Alemanha 18/11/2021.  REUTERS/Kai Pfaffenbach
Vista de Frankfurt, Alemanha 18/11/2021. REUTERS/Kai Pfaffenbach

FRANKFURT (Reuters) - A economia da Alemanha encolherá novamente no primeiro trimestre do ano e a inflação subjacente pode se mostrar persistente, mesmo que o crescimento geral dos preços deva desacelerar acentuadamente em breve, disse o banco central alemão em um relatório mensal nesta segunda-feira.

A maior economia da Europa contraiu 0,4% no último trimestre de 2022 e seu vasto setor industrial está apenas começando a se recuperar, enquanto a inflação elevada pesa fortemente sobre o consumo.

'A atividade econômica alemã provavelmente cairá novamente no trimestre atual', disse o Bundesbank. 'No entanto, o declínio provavelmente será menor do que no último trimestre de 2022.'

Embora uma recessão - dois trimestres consecutivos de taxas negativas - continue sendo o resultado mais provável, o mercado de trabalho está se mostrando resiliente e o banco central disse que espera desenvolvimentos positivos contínuos para o emprego.

O Banco Central Europeu elevou as taxas de juros em 350 pontos-base desde julho, o ritmo mais rápido já registrado, para domar a inflação galopante, mas o crescimento dos preços ainda pode se manter acima da meta de 2% até 2025.

A inflação geral na Alemanha provavelmente cairá em março, à medida que os altos preços da energia forem eliminados da conta, mesmo que o aumento dos preços permaneça desconfortavelmente alto.

'Dito isso, a o núcleo do índice está se mostrando excepcionalmente persistente', disse o banco. 'Pode até aumentar ligeiramente no meio do ano.'

O núcleo da inflação da zona do euro, que exclui os preços voláteis de alimentos e combustíveis, tem aumentado mesmo com a queda da taxa de inflação geral, já que os preços altos de energia do ano passado estão afetando outros custos e salários.

(Reportagem de Balazs Koranyi)

Reuters

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