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    Economia do Afeganistão à beira do colapso

    Seis semanas após a tomada do poder pelos Talibãs, o caos econômico continua no Afeganistão. Os bancos estão limitando os saques, e a moeda nacional está em queda livre. Enquanto isso, o preço dos ali

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    Cabul é uma cidade no limbo. O antigo governo não existe mais. Mas a presença do Talibã ainda não é sentida em todas as esferas da vida cotidiana. Seis semanas após o Talibã tomar o controle de Cabul, como a vida mudou na capital afegã de quatro milhões de pessoas?

    “Estou apenas esperando pelo meu salário. Eu não sei sobre o futuro. Ninguém está bem. Todo mundo está deprimido aqui no Afeganistão. Acho que a situação está piorando a cada dia.”

    Bancos internacionais congelaram os ativos do pais desde a tomada do poder pelo Talibã, provocando falta de divisas e o aprofundamento da crise econômica. Os afegãos estão lidando com as consequências do conflito, seca e crise bancária, tudo sem ajuda internacional. O Conselho de Refugiados da Noruega (NRC) diz que ajudar milhões de pessoas será impossível se as mulheres não tiverem permissão para trabalhar.

    Nick Connolly (Correspondente da DW): “Até agora, pelo menos nem todas as mulheres aqui em Cabul estão cobrindo inteiramente o rosto, ou usando burcas. Muitas nos disseram que estão convencidas de que é só uma questão de tempo até a imposição de regras mais rígidas. O mesmo quadro se aplica à educação, onde meninas acima de 12 anos não podem mais ir à escola, enquanto em algumas universidades privadas as mensalidades prosseguem para as mulheres.”

    Para completar a crise, o Talibã paralisou os bancos ao limitar as retiradas a US$ 200 por pessoa, provocando atrasos no pagamento de salários e limitando as importações. O preço dos alimentos básicos disparou, forçando as pessoas a vender os seus pertences.

    “Se a situação piorar, nós podemos acabar morrendo de fome ou nos matando. Todas as noites minhas filhas me perguntam ‘o que trouxe para gente?’, e se eu roubar alguma coisa, o Talibã vai cortar a minha mão.”

    O Programa Mundial de Alimentos da ONU alertou que apenas 5% das residências no Afeganistão tem comida suficiente diariamente. Muitas pessoas em Cabul dizem que colocar a comida na mesa é a sua preocupação número um desde que o Talibã tomou o poder. Para os afegãos comuns, a poupança vem encolhendo e os desafios crescem, numa crise que só piora a cada dia.

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    Escrito por DW

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