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Em Moscou, autoridade do Vaticano afirma que guerra na Ucrânia precisa acabar

Em Moscou, autoridade do Vaticano afirma que guerra na Ucrânia precisa acabar

Reuters

25/08/2026

Placeholder - loading - Chanceler da Rússia Sergei Lavrov e arcebispo Paul Richard Gallagher em Moscou   25 de agosto de 2026   REUTERS/Ramil Sitdikov/Pool
Chanceler da Rússia Sergei Lavrov e arcebispo Paul Richard Gallagher em Moscou 25 de agosto de 2026 REUTERS/Ramil Sitdikov/Pool

MOSCOU, 25 Ago (Reuters) - Uma ​autoridade de alto escalão do Vaticano pediu o fim da guerra na Ucrânia após se reunir, nesta terça-feira, em Moscou, com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, no primeiro encontro presencial entre autoridades do Vaticano e da Rússia em cinco anos.

O arcebispo Paul Gallagher, ministro para as Relações com ⁠os ⁠Estados e as Organizações Internacionais ​do ‌Vaticano, afirmou que, a cada dia que a guerra entre Rússia e Ucrânia, que já dura quatro anos, continua, ela “gera novas vítimas... ⁠e torna a reconciliação futura cada vez mais ​difícil”.

“Portanto, é urgente e necessário pôr fim ao ​conflito e olhar para além ‌dele”, disse ele, ​ao ⁠lado de Lavrov, em uma coletiva de imprensa conjunta após o encontro.

Ele também disse que ele e Lavrov ​discutiram caminhos para a paz na Ucrânia e que os dois concordaram em cooperar em questões humanitárias, como o atendimento a crianças afetadas pela ​guerra.

Gallagher, o segundo mais alto representante diplomático do Vaticano, havia visitado Moscou pela última vez para conversas com Lavrov em 2021, antes do início da guerra.

O papa Leão tem apelado repetidamente pelo fim do conflito. Em um apelo feito em 9 de agosto, ​ele lamentou o “número cada vez maior de vítimas civis, ‌incluindo crianças”.

Gallagher afirmou na ⁠terça-feira que o Vaticano “continuará a oferecer forte apoio espiritual, diplomático e humanitário, contribuindo e oferecendo um ⁠espaço para o diálogo” a fim ⁠de pôr fim à ⁠guerra, que ⁠já ​se arrasta há quatro anos e meio.

(Reportagem da Reuters)

Reuters

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