Em Pequim, senador dos EUA pede a Xi que apoie Israel após ataques do Hamas
Em Pequim, senador dos EUA pede a Xi que apoie Israel após ataques do Hamas
Reuters
09/10/2023
Por Antoni Slodkowski e Liz Lee
PEQUIM (Reuters) - O líder da maioria no Senado dos Estados Unidos, Chuck Schumer, pediu nesta segunda-feira ao presidente chinês, Xi Jinping, que apoie Israel após os ataques mortais do Hamas, acrescentando que estava 'decepcionado' com o fato de Pequim não ter demonstrado 'solidariedade' ao país no fim de semana.
Os combatentes do grupo islâmico Hamas mataram 700 israelenses e sequestraram dezenas de outros ao atacarem cidades israelenses no sábado, a incursão mais letal em território israelense desde os ataques do Egito e da Síria na guerra do Yom Kippur, há 50 anos. Israel respondeu com ataques a Gaza, matando centenas de palestinos.
Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da China pediu em uma declaração no fim de semana que as 'partes relevantes' mantivessem a calma e encerrassem as hostilidades para proteger os civis, acrescentando que 'a saída fundamental para o conflito está na implementação da solução de dois Estados e no estabelecimento de um Estado independente da Palestina'.
Schumer está liderando uma rara delegação bipartidária do Congresso em uma viagem à Ásia, que também inclui paradas na Coreia do Sul e no Japão. Seu objetivo é promover os interesses econômicos e de segurança nacional dos EUA.
'Os eventos que estão ocorrendo em Israel nos últimos dias são nada menos que horríveis. Peço que o senhor e o povo chinês apoiem o povo israelense e condenem os ataques covardes e cruéis', disse Schumer a Xi durante o encontro em Pequim.
'Digo isso com respeito, mas fiquei desapontado com a declaração do ministro das Relações Exteriores que não demonstrou solidariedade ou apoio ao povo israelense durante esses tempos difíceis', acrescentou.
Questionada sobre as falas de Schumer, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, disse nesta segunda-feira que a China estava 'altamente preocupada' com a escalada. 'Estamos muito tristes com as mortes de civis causadas pelo conflito, e também nos opomos e condenamos tais atos contra civis', acrescentou.
Mao disse que a China estava defendendo um cessar-fogo para evitar mais mortes e pediu aos cidadãos chineses que viajam para a área que prestassem atenção à situação de segurança local e evitassem sair.
Reuters

