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Embaixada dos EUA na Venezuela saúda opositores por apelarem contra impedimentos nas eleições

Embaixada dos EUA na Venezuela saúda opositores por apelarem contra impedimentos nas eleições

Reuters

15/12/2023

Placeholder - loading - Líder venezuelana da oposição, María Corina Machado, fala com a imprensa em Caracas, Venezuela 4/7/2023 REUTERS/Gaby Oraa
Líder venezuelana da oposição, María Corina Machado, fala com a imprensa em Caracas, Venezuela 4/7/2023 REUTERS/Gaby Oraa

CARACAS/BOGOTÁ (Reuters) - A embaixada dos Estados Unidos na Venezuela aplaudiu nesta sexta-feira a decisão da candidata da oposição venezuelana María Corina Machado e de outros líderes de recorrer das decisões que os deixaram inelegíveis no mais alto tribunal do país.

O anúncio, no prazo previsto em um acordo conjunto entre o partido do governo e a oposição, marcaria uma mudança de Machado, que disse quinta-feira que não iria recorrer porque nunca tinha sido notificada da proibição.

Machado, assim como outras figuras da oposição, como Henrique Capriles e Freddy Superlano, foram proibidos de ocupar cargos públicos, o que consideram medidas injustas da Controladoria-Geral da República.

'Aplaudimos María Corina Machado e os outros candidatos por sua valentia e disposição de apelar contra seus impedimentos', disse a embaixada dos EUA na Venezuela no X, antigo Twitter. 'Cabe agora aos representantes de Nicolás Maduro demonstrar o seu compromisso com eleições competitivas e inclusivas', acrescentou.

A candidata da oposição disse quinta-feira que não iria ao tribunal superior do país porque não foi notificada dos procedimentos, acrescentando que 'todos sabemos que os lapsos legais são estabelecidos por lei, não estabelecidos pelo regime'.

O processo de recurso no Supremo Tribunal de Justiça venezuelano esteve aberto até 15 de dezembro, conforme acordado no mês passado entre a oposição e o governo de Nicolás Maduro.

Machado e os demais opositores impedidos de concorrer não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

A Embaixada dos EUA não respondeu a um pedido de comentário.

(Reportagem de Vivian Sequera, Mayela Armas e Deisy Buitrago)

Reuters

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