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Empresas da Alemanha sentem pressão crescente de concorrentes chineses, mostra pesquisa

Empresas da Alemanha sentem pressão crescente de concorrentes chineses, mostra pesquisa

Reuters

03/09/2026

Placeholder - loading - Vista de Frankfurt  25 de outubro de 2021. REUTERS/Kai Pfaffenbach
Vista de Frankfurt 25 de outubro de 2021. REUTERS/Kai Pfaffenbach

Por Maria Martinez

BERLIM, 3 Set (Reuters) - ​As empresas da Alemanha estão sentindo cada vez mais a pressão competitiva dos rivais chineses, mas a maioria está respondendo com inovação, cortes de custos e expansão para novos mercados, em vez de se retirar de suas áreas de atuação, mostrou nesta quinta-feira uma pesquisa realizada pela Câmara Alemã de Comércio e Indústria (DIHK).

Dois terços das ⁠1.300 ⁠empresas consultadas afirmaram que os ​concorrentes ‌chineses estão exercendo pressão sobre elas, número que chega a 83% entre as empresas industriais.

“A concorrência com a China atingiu uma nova dimensão”, afirmou ⁠Volker Treier, diretor de comércio exterior da DIHK.

“As empresas ​chinesas não estão mais competindo apenas em volume e ​preço. Elas são tecnologicamente avançadas, ‌inovadoras e cada ​vez ⁠mais presentes internacionalmente”, disse Treier.

No entanto, para 88% das empresas pesquisadas, retirar-se de seu setor de atividade não é ​uma opção.

Em resposta à crescente concorrência, 60% das empresas afirmaram estar se concentrando na inovação de produtos, 50% na redução de custos e 39% na abertura ​de novos mercados. Quase uma em cada três buscava maior cooperação com parceiros chineses.

O déficit comercial da Alemanha com a China aumentou em cerca de 22 bilhões de euros no ano passado, chegando a 89,3 bilhões de euros, enquanto as importações para o país europeu cresceram ​8,8% e as exportações caíram 9,7%.

A indústria alemã está aumentando ‌a pressão sobre o ⁠chanceler Friedrich Merz para que adote uma postura mais dura em relação à China, seu parceiro comercial mais ⁠importante, exigindo medidas mais enérgicas ⁠contra o que descrevem como ⁠concorrência desleal, ⁠enquanto ​a UE se prepara para negociações com Pequim em outubro.

Reuters

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