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EUA barram presença de presidente palestino na reunião da ONU pelo 2º ano consecutivo

EUA barram presença de presidente palestino na reunião da ONU pelo 2º ano consecutivo

Reuters

17/09/2026

Placeholder - loading - Presidente palestino Mahmoud Abbas aparece em tela enquanto discursa na 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York    25 de setembro de 2025    REUTERS/Jeenah Moon
Presidente palestino Mahmoud Abbas aparece em tela enquanto discursa na 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York 25 de setembro de 2025 REUTERS/Jeenah Moon

Por Kanishka Singh e Ali ​Sawafta

WASHINGTON/RAMALLAH, Cisjordânia, 17 Set (Reuters) - Os EUA negaram ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, um visto de entrada para participar da Assembleia Geral da ONU em Nova York na próxima semana, prorrogando uma proibição em vigor desde o ano passado, afirmou na quinta-feira uma autoridade palestina a par do assunto.

Sem citar nomes específicos, o Departamento de Estado informou na quarta-feira que prorrogaria as sanções de visto contra autoridades ⁠palestinas ⁠devido a ações que tomaram ​para “internacionalizar o ‌conflito israelo-palestino”, incluindo a apresentação de ações contra Israel em tribunais internacionais.

É o segundo ano consecutivo que o governo do presidente Donald Trump impede Abbas de discursar pessoalmente ⁠perante a reunião de líderes mundiais, onde, no ano passado, ​vários aliados dos EUA reconheceram a Palestina como um Estado.

A ​Assembleia Geral das Nações Unidas, composta ‌por 193 membros, ​deve votar ⁠ainda nesta quinta-feira para permitir que Abbas envie uma declaração em vídeo para o encontro anual na próxima semana. Abbas se dirigiu ​à reunião de alto nível da Assembleia Geral por vídeo em setembro passado.

A autoridade palestina, que falou sob condição de anonimato, confirmou que o visto de Abbas havia sido negado.

Em comunicado, ​o Ministério das Relações Exteriores da Autoridade Palestina descreveu a medida como contrária ao “desenvolvimento das relações entre a Palestina e os EUA e à criação do clima político necessário para implementar a solução de dois Estados e alcançar a paz e a estabilidade na região”.

Autoridades palestinas afirmam que décadas de negociações mediadas pelos EUA ​não conseguiram pôr fim à ocupação israelense nem garantir um Estado palestino ‌independente.

Sob um “acordo de sede” da ⁠ONU de 1947, os EUA são, em geral, obrigados a permitir o acesso de diplomatas estrangeiros à ONU em Nova ⁠York. No entanto, Washington afirma que pode ⁠negar vistos por motivos de ⁠segurança, extremismo ⁠e ​política externa.

(Reportagem de Kanishka Singh, em Washington, e Ali Sawafta, em Ramallah)

Reuters

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