EUA critica Coreia do Norte por usar repressão para construir armas nucleares
EUA critica Coreia do Norte por usar repressão para construir armas nucleares
Reuters
17/08/2023
Por Michelle Nichols
NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Os Estados Unidos criticaram o líder norte-coreano Kim Jong Un na Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira por usar 'repressão e crueldade' e um governo totalitário para desenvolver ilegalmente armas nucleares e mísseis balísticos.
'Não podemos ter paz sem direitos humanos', disse a embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, ao Conselho de Segurança, que se reuniu publicamente pela primeira vez desde 2017 para discutir abusos de direitos humanos na Coreia do Norte.
'O controle repressivo e totalitário da sociedade por Kim Jong Un -- e a negação sistêmica e generalizada dos direitos humanos e das liberdades fundamentais -- garante que o regime possa gastar recursos públicos excessivos desenvolvendo seus programas ilegais de armas de destruição em massa e mísseis balísticos, sem objeção pública', disse ela.
A Coreia do Norte (RPDC) tem repetidamente rejeitado as acusações de abusos e culpou as sanções por sua situação humanitária terrível. Desde 2006, o país está sob sanções da ONU por em resposta a seus programas de mísseis balísticos e nuclear, mas há isenções de ajuda.
A China disse que se opõe à reunião pública do conselho de 15 membros sobre abusos na Coreia do Norte, mas não tentou impedir sua realização nesta quinta-feira. A China falhou quatro vezes entre 2014 e 2017 em impedir reuniões públicas sobre o assunto.
'O conselho deve desempenhar um papel construtivo ao retomar as conversas e aliviar as tensões', disse o vice-embaixador da China na ONU, Geng Shuang, na reunião solicitada por Estados Unidos, Albânia e Japão.
'Pressionar o conselho para considerar a situação dos direitos humanos na RPDC não só não ajudará a aliviar, mas agravará a situação. É irresponsável, não construtivo e um abuso do poder do conselho', disse ele.
(Reportagem de Michelle Nichols)
Reuters

