EUA não retomarão financiamento a agência da ONU para palestinos até que investigação seja concluída
EUA não retomarão financiamento a agência da ONU para palestinos até que investigação seja concluída
Reuters
09/02/2024
Por Andrea Shalal
WASHINGTON (Reuters) - O governo do presidente norte-americano, Joe Biden, planeja esperar pela conclusão de uma investigação interna da UNRWA, agência da ONU para refugiados palestinos, antes de voltar a ajudar financeiramente a organização, disseram autoridades norte-americanas a líderes da comunidade árabe do Michigan.
A administradora da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional, Samantha Power, e outras autoridades do país visitaram o Estado-chave para a eleição presidencial deste ano na quinta-feira, em meio a críticas locais da política de Biden em relação a Israel, o fracasso da negociação de um cessar-fogo na Faixa de Gaza e a continuidade da ajuda militar na região.
Durante o encontro, as autoridades afirmaram que os EUA permanecem comprometidos em fornecer ajuda humanitária para o povo palestino, mas esperarão que a investigação na UNRWA seja concluída, afirmou Ali Dagher, advogado libanês-americano que participou de um dos debates com autoridades do país em Dearborn, uma cidade com uma maioria árabe-americana perto de Detroit.
Um total de 16 países deixaram de financiar a UNRWA depois de Israel ter acusado 12 dos 13 mil funcionários da instituição na Faixa de Gaza de terem participado do ataque do Hamas em solo israelense, no ano passado.
Autoridades da agência afirmam esperar que a investigação preliminar do órgão fiscalizador da ONU deva demorar várias semanas.
Abbas Alawieh, ex-funcionário do Congresso que participou dos debates, disse que as autoridades aceitaram que “erros” foram cometidos em toda a situação, mas focaram na mensagem do governo e se negaram a fazer qualquer compromisso que force o presidente a pedir um cessar-fogo, mesmo em privado.
“Eles nos disseram no encontro que esperam que o presidente mude sua linguagem”, afirmou Alawieh. “Mas não queremos mudança de linguagem. Queremos ações que salvem vidas por parte do presidente Biden.”
(Reportagem de Andrea Shalal)
Reuters

