Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

EUA oferecem ao Brasil uso de três satélites de imagens profundas para monitoramento da Amazônia

EUA oferecem ao Brasil uso de três satélites de imagens profundas para monitoramento da Amazônia

Reuters

24/07/2023

Placeholder - loading - Área desmatada em meio à floresta amazônica no município de Uruará, Pará, Brasil 14/7/2021 REUTERS/Bruno Kelly
Área desmatada em meio à floresta amazônica no município de Uruará, Pará, Brasil 14/7/2021 REUTERS/Bruno Kelly

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - O governo norte-americano ofereceu ao governo brasileiro o uso de três novos satélites que podem dar informações mais detalhadas sobre a situação do desmatamento da Amazônia, durante uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o administrador da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, Bill Nelson.

'Nós já mandamos informações dos nossos satélites para ajudar a localizar o desmatamento na Amazônia. Estamos colocando em órbita mais três satélites que vão aumentar a habilidade de detectar a destruição da floresta', disse Nelson.

Segundo o executivo, um dos novos equipamentos pode ver através da copa das árvores. O outro, permite ler a umidade do solo.

'Nós temos instrumentos no espaço que podem identificar doenças e pragas na floresta e isso nos ajuda a prevenir incêndios florestais, outra fonte de destruição da floresta. A discussão foi muito além desses itens, foi muito produtiva para os dois lados. Também teremos reuniões de acompanhamento dos nossos cientistas (dos EUA) com os brasileiros', complementou Nelson.

A ministra de Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, afirmou que a proposta é bem-vinda e será repassada aos cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que farão a análise da necessidade de o Brasil usar essas novas imagens.

Luciana citou a construção do satélite CBERS-6, que deve começar este ano em uma parceria com a China, que terá a capacidade de ver através das nuvens, o que facilitaria o acompanhamento do desmatamento. A previsão, no entanto, é que o CBERS-6 só seja lançado em cinco anos.

'Nossos cientistas vão analisar a necessidade. Tem que ver as possibilidades, o custo', disse a ministra.

Da parte do governo brasileiro, afirmou Luciana Santos, o maior interesse é que os norte-americanos observem a indústria espacial brasileira.

'Nós temos várias empresas da indústria espacial com condições de fornecer equipamentos para a Nasa'. defendeu.

Nos próximos dias, Bill Nelson irá a São Paulo e São José dos Campos, em visitas ao Inpe e à Agência Espacial Brasileira.

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...