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Exportação café do Brasil em setembro tem maior volume em 20 meses, aponta Secex

Exportação café do Brasil em setembro tem maior volume em 20 meses, aponta Secex

Reuters

06/10/2026

Placeholder - loading - Vista de uma plantação de grãos de café robusta em São Domingos do Norte, no estado do Espírito Santo, Brasil, em 23 de setembro de 2025. REUTERS/Alexandre Meneghini
Vista de uma plantação de grãos de café robusta em São Domingos do Norte, no estado do Espírito Santo, Brasil, em 23 de setembro de 2025. REUTERS/Alexandre Meneghini

Por Roberto Samora

SÃO PAULO, 6 Out (Reuters) - ​A exportação de café verde do Brasil em setembro somou 235,8 mil toneladas, ou 3,93 milhões de sacas de 60 kg, marcando o maior volume de embarques do país em 20 meses, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), publicados nesta terça-feira.

As vendas externas do Brasil no mês passado saltaram 20,4% em relação ao mesmo período de 2025, com o Brasil escoando volumes de ⁠uma ⁠safra estimada em um recorde.

Em setembro, ​com ‌a colheita já finalizada após chuvas atípicas de inverno atrasarem os trabalhos, os exportadores já puderam contar com grãos da nova safra.

As exportações de café renderam ao país US$1,29 ⁠bilhão em setembro, aumento de 8,7% no comparativo anual, com ​os maiores volumes mais do que compensando uma queda de ​9,8% no preço médio, segundo dados da ‌Secex.

Em termos de ​divisas, ⁠o café só fica atrás da soja nas exportações agropecuárias de produtos in natura.

A soja, apesar de setembro já não ser um mês ​de pico de exportação, gerou divisas de US$3,47 bilhões, aumento de 11,9% na comparação anual. Já os embarques da oleaginosa ficaram praticamente estáveis no mês passado, a 7,36 milhões de toneladas.

O milho, ​por outro lado, registrou recuo de embarques de mais de 30% em setembro, para 5,2 milhões de toneladas, com o mercado interno demandando cada vez mais devido à expansão da indústria de etanol e também pela maior competitividade das exportações argentinas.

Já a exportações de carne bovina in natura do Brasil, maior exportador mundial, despencaram 38% ​na comparação com o mesmo período do ano passado, para 195,2 mil ‌toneladas, principalmente por conta do ⁠fim da cota da China com tarifa menor.

Além disso, desde o início de setembro as vendas para a União Europeia ⁠ficaram suspensas após o Brasil ficar fora ⁠de uma lista de países habilitados ⁠a exportar, ⁠devido ​a exigências da UE sobre antimicrobianos.

(Por Roberto Samora; edição de Marta Nogueira)

Reuters

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