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Filho de ex-presidente mexicano afirma que EUA revogaram seu visto

Filho de ex-presidente mexicano afirma que EUA revogaram seu visto

Reuters

14/08/2026

Placeholder - loading - Andrés Manuel López Beltrán na Cidade do México    1º de setembro de 2025    REUTERS/Henry Romero
Andrés Manuel López Beltrán na Cidade do México 1º de setembro de 2025 REUTERS/Henry Romero

CIDADE DO MÉXICO, 14 Ago (Reuters) - Andrés Manuel ​López Beltrán, filho do ex-presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador, afirmou que os Estados Unidos revogaram seu visto, acusando o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário adjunto Christopher Landau de ordenarem o que ele chamou de uma decisão motivada por razões políticas.

López Beltrán, amplamente conhecido como “Andy”, fez a alegação em uma carta ao presidente dos EUA, Donald Trump, divulgada na noite de quinta-feira. Ele afirmou que as autoridades norte-americanas não apresentaram nenhuma evidência que o ligasse a qualquer crime ou irregularidade.

Washington ampliou uma campanha contra autoridades mexicanas acusadas de ⁠terem ⁠ligações com o crime organizado. A Reuters ​noticiou em ‌outubro que o governo Trump havia revogado os vistos de pelo menos 50 políticos e autoridades mexicanas, incluindo figuras de todo o espectro político, como parte de sua ofensiva contra os cartéis.

Os cancelamentos de vistos podem se aplicar a ⁠autoridades envolvidas em tráfico de drogas, corrupção ou auxílio à imigração ilegal, segundo ​autoridades do Departamento de Estado.

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, disse nesta sexta-feira que ​não tinha conhecimento de nenhuma investigação por parte da ‌promotoria mexicana contra López ​Beltrán ⁠e classificou as revogações de vistos dos EUA contra mexicanos “politicamente expostos” como uma questão de soberania nacional.

“Isso equivale a uma interferência na política mexicana”, afirmou Sheinbaum. “Não vejo nenhuma outra razão para ​isso.”

A embaixada dos EUA no México se recusou a comentar, e o Departamento de Estado não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

López Beltrán renunciou recentemente à liderança do partido Morena, no poder, fundado por seu pai. Em sua carta, ele chamou a revogação ​do visto de “ato grosseiro e perverso” por parte de autoridades norte-americanas e radicais que, segundo ele, têm como alvo políticos estrangeiros rotulando-os de “comunistas”, “ameaças à segurança dos EUA” ou “narco-terroristas”.

O político de esquerda de 39 anos deixou seu cargo no partido enquanto se prepara para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados do México nas eleições de 2027, provavelmente representando um distrito em seu Estado natal, Tabasco. Ele disse que espera que Trump responda às ​preocupações levantadas em sua carta.

Na carta, López Beltrán também afirmou que não se importaria de evitar ‌viajar para os Estados Unidos, país ⁠que descreveu como passando por um período de ódio, racismo e dependência química.

Ele também se referiu a uma carta aberta publicada por seu pai em junho, na qual ⁠o ex-presidente acusou Washington de usar “práticas intervencionistas e inescrupulosas” para ⁠fortalecer a oposição de direita do México ⁠e enfraquecer seu ⁠movimento ​de esquerda.

(Reportagem de Ana Isabel Martinez; Reportagem adicional de Fabiola Aramburo, Kylie Madry e Diego Ore)

Reuters

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