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Finlândia recebe mais agentes da UE para lidar com crise na fronteira com Rússia

Finlândia recebe mais agentes da UE para lidar com crise na fronteira com Rússia

Reuters

23/11/2023

Placeholder - loading - Bicicletas abandonadas na fronteira entre Finlândia e Rússia  23/11/2023   Lehtikuva/Jussi Nukari via REUTERS
Bicicletas abandonadas na fronteira entre Finlândia e Rússia 23/11/2023 Lehtikuva/Jussi Nukari via REUTERS

Por Anna Ringstrom e Essi Lehto

ESTOCOLMO (Reuters) - A Agência Europeia de Fronteiras e Guarda Costeira, Frontex, disse nesta quinta-feira que enviará mais agentes para a Finlândia na próxima semana, no momento em que a nação nórdica busca limitar o número de solicitantes de asilo vindos da Rússia.

Helsinque acusou Moscou de ter canalizado cerca de 700 imigrantes para a fronteira nas últimas duas semanas de países como Iêmen, Afeganistão, Quênia, Marrocos, Paquistão, Somália e Síria, uma acusação que o Kremlin negou.

A Finlândia disse na quarta-feira que fechará todos os pontos de passagem, exceto o mais ao norte, em sua fronteira de 1.340 km com a Rússia, deixando aberta apenas uma rota remota no Ártico a partir da manhã de sexta-feira.

As medidas vão funcionar inicialmente por um mês.

Em um comunicado, a Frontex afirmou que enviaria 50 guardas de fronteira e outros funcionários para a Finlândia, juntamente com equipamentos como carros de patrulha, para reforçar as atividades de controle.

A ministra do Interior da Finlândia, Mari Rantanen, disse que seu país intensificará o registro dos que chegarem, estabelecendo centros para a coleta de fotos, impressões digitais e outras informações de identidade.

'Isso é feito por razões de segurança, porque não sabemos quem cruzará a fronteira', disse Rantanen em um post no X.

No início desta semana, a Finlândia informou que havia solicitado 60 oficiais da Frontex, além dos 10 já estacionados no país.

A Frontex disse que enviaria um primeiro grupo de funcionários em 29 de novembro, incluindo agentes de vigilância de fronteira, apoio para o registro de imigrantes, especialistas em documentos e intérpretes.

Os direitos fundamentais 'de todas as pessoas' serão respeitados e mantidos, declarou a Frontex.

'A agência tem plena consciência do aspecto humanitário desse cenário, especialmente considerando as condições climáticas adversas e o despreparo das pessoas que chegam à fronteira finlandesa', acrescentou.

(Reportagem de Anna Ringstrom em Estocolmo e Essi Lehto em Helsinque)

Reuters

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