Flávio diz que resultado do 1º turno da eleição decreta 'fim da era do PT'
Flávio diz que resultado do 1º turno da eleição decreta 'fim da era do PT'
Reuters
04/10/2026
Atualizada em 04/10/2026
Por Ricardo Brito
BRASÍLIA, 4 Out (Reuters) - Em discurso após terminar na liderança o primeiro turno da eleição presidencial neste domingo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o resultado das urnas decreta 'o fim da era PT' e comprometeu-se com o fim da reeleição caso eleito, afirmando que só precisará de um mandato para resolver os problemas do país.
Em um breve e tumultuado pronunciamento a jornalistas na porta do comitê de sua campanha em Brasília, o senador disse que espera que após o segundo turno de 25 de outubro o Brasil 'mande um recado' que quer um governo mais moderno e com menos ministérios.
'É o fim da era do PT. Está decretado o fim da era do PT, é a mudança no nosso país', disse ele. 'Estou muito feliz com a possibilidade real de, daqui a três semanas, o Brasil dar uma resposta de que quer um governo mais moderno, com menos ministérios', acrescentou.
O senador afirmou precisar de apenas um mandato para cuidar dos problemas do Brasil. 'Eu sou o único candidato que assumiu um compromisso pelo fim da reeleição, porque eu só preciso de um mandato para colocar o brasileiro e a brasileira no centro do meu governo, para que eu possa atacar e resolver os problemas reais do Brasil.'
O senador também disse que pretende 'resgatar a democracia' e indicar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que não vão 'interferir em eleições'. As críticas ao STF se tornaram uma das principais pautas de Flávio e impulsionaram a forte bancada de senadores aliados eleitos neste domingo.
FUNK, CHURRASCO E O PAI
A Reuters assistiu a vídeos filmados de dentro do QG da campanha durante a apuração dos votos neste domingo em que Flávio aparece dançando funk com a esposa Fernanda e aliados, como o coordenador de campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), e o candidato a vice-presidente, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), além da economista Daniella Marques, cotada para ocupar um cargo de relevo no próximo governo e conselheira da pauta econômica.
Aos aliados, Flávio agradeceu o empenho de todos e disse ter certeza que estará comemorando após o segundo turno a liberdade do país e o fim da era do PT. 'Eu me sinto muito preparado para ser presidente da República hoje', disse ele, sob aplausos.
O senador afirmou que vai fazer um governo inspirado no pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso cumprindo pena após ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado, mas ressaltou que será 'ainda melhor do que o dele'.
'Aqui do nosso lado temos várias pessoas que fizeram parte do governo dele, e ainda há mais pessoas que podem somar a este time. O jeito que a gente está chegando é muito libertador, no peito e na raça, com um time que é o melhor time que já vi disputando uma campanha presidencial', afirmou.
O candidato do PL afirmou que a partir de segunda-feira vai começar do zero, porque o segundo turno é uma outra eleição.
'Vou descansar minha voz para a partir de amanhã continuar a voz no máximo, pulmão no máximo, energia no máximo, esperança no máximo e certeza da vitória no máximo', ressaltou.
Olhando para um mapa de votação sobre a votação no Nordeste, o presidenciável disse que quer uma oportunidade para mostrar para a parte em vermelho -- numa referência aos eleitores de Lula -- que 'a gente é fundamentalmente melhor que o PT'.
'Eles estão escravizados e nós vamos libertar', disse. 'Se comparar com a eleição passada, no Nordeste a gente tirou muita diferença, foram quase 20 pontos no Nordeste... há fadiga de material do lado de lá e nosso projeto está mostrando que somos muito melhor do que eles', acrescentou.
(Reportagem de Ricardo BritoEdição de Pedro Fonseca)
Reuters

