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Flórida pede a tribunal que obrigue Meta a alterar Facebook e Instagram para adolescentes

Flórida pede a tribunal que obrigue Meta a alterar Facebook e Instagram para adolescentes

Reuters

07/10/2026

Placeholder - loading - O novo logotipo do Instagram aparece nesta ilustração tirada em 13 de agosto de 2026 REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa
O novo logotipo do Instagram aparece nesta ilustração tirada em 13 de agosto de 2026 REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa

Por Diana Novak Jones

7 Out (Reuters) - A Flórida ​solicitou nesta quarta-feira a um juiz estadual que ordenasse mudanças no Instagram e no Facebook para proteger melhor os jovens usuários, dando continuidade a uma ação judicial que acusa a controladora Meta de causar danos a adolescentes, após a maioria dos Estados ter resolvido reclamações semelhantes por meio de um acordo abrangente.

Em um pedido apresentado a um tribunal do condado de Pasco, o procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, solicitou uma liminar temporária obrigando a Meta a identificar e remover dessas plataformas os usuários menores de 14 anos ⁠residentes no ⁠Estado, limitar o tempo de uso ​dos adolescentes ‌a duas horas por dia em todos os aplicativos e desativar recursos como reprodução automática e rolagem infinita para eles.

O pedido solicitou que as mudanças fossem implementadas imediatamente e permanecessem em vigor enquanto o processo judicial segue ⁠adiante.

Um porta-voz da Meta não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A ​ação judicial da Flórida contra a Meta, que acusa a empresa de projetar ​conscientemente suas plataformas para serem viciantes para jovens ‌usuários e de enganar ​os consumidores ⁠quanto à sua segurança, foi uma das dezenas de ações semelhantes movidas por Estados em todo o país.

Em agosto, a Meta chegou a acordos com 48 dos outros Estados ​e com a capital Washington, concordando em pagar até US$18 bilhões e fazer alterações para os usuários adolescentes de suas plataformas.

A Meta afirmou que se empenha para manter os adolescentes seguros em suas plataformas, e a empresa negou qualquer irregularidade ao ​concordar com o acordo. O valor total do pagamento representa cerca de três a quatro meses de lucro e cerca de um mês de receita para a Meta.

Uthmeier, um republicano, optou por não aderir ao acordo e dar continuidade à sua ação judicial.

A Flórida afirmou no processo que o acordo equivalia a uma “mera reprimenda, será visto cinicamente como o custo de se fazer negócios e, de qualquer forma, não impedirá que ​esse tipo de comportamento se repita no futuro”.

As mudanças solicitadas na petição de Uthmeier são ‌mais rigorosas do que aquelas com ⁠as quais a empresa concordou como parte do acordo, pois cortariam o acesso dos adolescentes às mensagens após o atingimento dos limites de tempo e impediriam a ⁠empresa de exibir anúncios para eles.

As mudanças que a ⁠Meta concordou em fazer como parte do ⁠acordo são uma ⁠indicação ​de que essas alterações são possíveis, argumentou o escritório de Uthmeier.

(Reportagem de Diana Novak Jones; )

Reuters

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