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FMI corta projeções de crescimento da economia brasileira em 2026 e 2027

FMI corta projeções de crescimento da economia brasileira em 2026 e 2027

Reuters

13/10/2026

Placeholder - loading - Soldado da Guarda Presidencial em posição de sentido no Palácio do Planalto, com a bandeira brasileira tremulando ao fundo, em Brasília, Brasil, em 31 de julho de 2025 REUTERS/Adriano Machado
Soldado da Guarda Presidencial em posição de sentido no Palácio do Planalto, com a bandeira brasileira tremulando ao fundo, em Brasília, Brasil, em 31 de julho de 2025 REUTERS/Adriano Machado

13 Out (Reuters) - O Fundo Monetário ​Internacional (FMI) cortou as projeções de crescimento da economia brasileira neste ano e no próximo, mantendo a perspectiva de desaceleração da atividade em 2027 atribuída ao efeito de condições monetárias restritivas, redução do estímulo fiscal e incertezas globais.

Em seu mais recente relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado nesta terça-feira em Bangcoc, o FMI previu que o ⁠Produto ⁠Interno Bruto (PIB) do país crescerá ​2,2% ‌em 2026 e 1,9% em 2027, abaixo das altas de 2,4% e 2,2% respectivamente previstas em uma revisão para cima das estimativas feita ⁠em julho.

O FMI reduziu agora as previsões de crescimento ​para a América Latina e o Caribe como ​um todo, afirmando que a ‌maior parte da ​região está ⁠se beneficiando pouco do boom da inteligência artificial, que tem ajudado outras economias a absorver o choque energético ​causado pela guerra no Oriente Médio.

O Fundo projetou um crescimento regional de 2,3% neste ano, ante 2,4% estimados antes. Para 2027, a estimativa foi reduzida ​de 2,7% para 2,5%. As revisões para baixo na região ocorrem mesmo com o Fundo tendo elevado ligeiramente sua previsão de crescimento mundial para este ano de 3,0% para 3,1%.

'Na região (da América Latina e Caribe) como um todo, a implicação macroeconômica do choque de energia reflete ​o equilíbrio entre os ganhos dos exportadores de commodities ‌e as perdas dos ⁠importadores de energia, bem como a credibilidade dos regimes de metas de inflação. Em contrapartida, há pouca ⁠compensação proveniente da recuperação do setor ⁠de tecnologia na maioria ⁠dos países', ⁠disse ​o FMI no relatório.

(Por Isabel Versiani; edição de Michael Susin)

Reuters

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