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FMI defende política monetária flexível e dependente de dados no Brasil em meio a incertezas

FMI defende política monetária flexível e dependente de dados no Brasil em meio a incertezas

Reuters

23/07/2026

Placeholder - loading - Logo do Fundo Monetário Internacional (FMI) em sua sede, em Washington, D.C 24 de novembro de 2024 REUTERS/Benoit Tessier
Logo do Fundo Monetário Internacional (FMI) em sua sede, em Washington, D.C 24 de novembro de 2024 REUTERS/Benoit Tessier

Atualizada em  23/07/2026

23 Jul (Reuters) - A diretoria do Fundo ​Monetário Internacional (FMI) avaliou que a política monetária do Brasil deve permanecer dependente de dados e flexível em meio às incertezas globais elevadas, destacando que vê como 'apropriado' que a normalização da política de juros se dê a um ritmo mais lento do que o esperado antes da guerra no Oriente Médio.

As considerações, divulgadas nesta quinta-feira em nota, foram feitas na aprovação da chamada 'consulta do Artigo IV' para o Brasil, avaliação periódica da economia dos ⁠países ⁠feita pelo Fundo e concluída no ​Brasil em ‌20 de julho.

O FMI citou a 'notável resiliência' da economia brasileira em meio aos choques recentes e defendeu a necessidade de um esforço fiscal mais ambicioso.

Os diretores destacaram, em particular, a pertinência de ⁠fortalecer o arcabouço fiscal, com a fixação de limites de ​gastos abrangentes, uma âncora de dívida de médio prazo e a ​vinculação do crescimento dos gastos a receitas ‌estruturais.

O Fundo prevê ​que o ⁠Produto Interno Bruto do Brasil crescerá 2,4% este ano, desacelerando em 2027 em face da política monetária restritiva.

Os riscos para a perspectiva de crescimento do ​PIB são majoritariamente baixistas, diante da incerteza global, destacaram os diretores do FMI.

'O principal risco é uma escalada das tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio, que poderia elevar a inflação e, por meio de condições ​financeiras mais restritivas e da menor demanda global, reduzir a atividade econômica', disse o Fundo na nota.

'As tensões comerciais globais podem prejudicar o investimento estrangeiro e o comércio. No âmbito doméstico, um esforço fiscal inferior ao previsto poderia aumentar a incerteza e intensificar as pressões inflacionárias, resultando em custos de financiamento mais elevados e, em última instância, em um crescimento ​mais fraco.'

O Banco Central do Brasil reduziu a taxa básica de juros em ‌0,25 ponto percentual no mês ⁠passado, para 14,25%, e indicou que combinará momentos de pausa e retomada no ciclo de cortes da taxa Selic para levar a inflação ⁠à meta de 3% no primeiro trimestre de ⁠2028. O FMI disse esperar ⁠que a convergência ⁠à ​meta ocorra até meados de 2028.

(Por Isabel Versiani; edição de Fabrício de Castro)

Reuters

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