Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Governo central tem superávit primário de R$4,839 bilhões em setembro com forte elevação de receitas

Governo central tem superávit primário de R$4,839 bilhões em setembro com forte elevação de receitas

Reuters

29/10/2026

Placeholder - loading - Moedas de real retratadas no Rio de Janeiro em 15 de outubro de 2010. REUTERS/Bruno Domingos
Moedas de real retratadas no Rio de Janeiro em 15 de outubro de 2010. REUTERS/Bruno Domingos

Atualizada em  29/10/2026

BRASÍLIA, 29 Out (Reuters) - O governo central ​registrou forte elevação de receitas em setembro e alcançou no mês um superávit primário de R$4,839 bilhões, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira, valor ligeiramente acima do esperado pelo mercado e melhor do que o saldo negativo de R$14,379 bilhões observado no mesmo mês de 2025.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que o dado, que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, fosse superavitário em R$4,650 bilhões no mês passado.

O desempenho do mês ⁠é ⁠resultado de receitas líquidas -- que excluem ​transferências ‌para governos regionais -- de R$204,947 bilhões, um aumento real de 13,6% frente ao mesmo período de 2025, e despesas totais de R$200,108 bilhões, alta real mais modesta, de 2,4%.

Do lado das receitas, o ⁠resultado mensal foi impulsionado por uma elevação de R$7,3 bilhões ​em Imposto de Renda, 13,1% acima de setembro de 2025, de R$5,7 ​bilhões com exploração de recursos naturais, alta ‌de 71,9%, além ​de altas ⁠expressivas em rubricas classificadas como outras receitas administradas e não administradas pela Receita Federal.

Nas despesas, houve em setembro altas de R$9,9 bilhões em créditos extraordinários ​na comparação com o mesmo mês de 2025, de R$2,1 bilhões nos desembolsos de benefícios previdenciários e R$1,3 bilhão em complementação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

No sentido oposto, houve um recuo ​de R$8,4 bilhões nos desembolsos com despesas discricionárias.

No acumulado de janeiro a setembro, o governo central registrou um déficit primário de R$90,155 bilhões, contra déficit de R$100,267 bilhões no mesmo período de 2025. Em 12 meses, o governo acumula um déficit de R$49,5 bilhões, ou 0,38% do PIB.

A meta fiscal de 2026 é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com ​tolerância de 0,25 ponto percentual, além de algumas despesas não contabilizadas.

O governo previu ‌em setembro que fecharia o ⁠ano com um déficit de R$80,9 bilhões, saldo que iria a um déficit de R$13,6 bilhões após abatimento das exceções ao cálculo da meta ⁠fiscal. A projeção demandou um contingenciamento de ⁠verbas para que o resultado fiscal ⁠do ano vá ⁠a ​um déficit zero, piso da meta fiscal.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...