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    Governo estuda premiar consumidor que reduzir demanda de eletricidade

    Placeholder - loading - Estação de eletricidade em Houston, Texas.  20/02/2021   REUTERS/Go Nakamura
    Estação de eletricidade em Houston, Texas. 20/02/2021 REUTERS/Go Nakamura

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    Por Marta Nogueira e Roberto Samora

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - O governo estuda lançar em setembro um programa que visa premiar consumidores de energia do mercado regulado que conseguirem reduzir a demanda por eletricidade conforme metas estabelecidas em meio à crise hidrelétrica, afirmou nesta quarta-feira o secretário de energia elétrica, Christiano Vieira.

    Ainda estão em estudo os detalhes sobre o plano e como seria a premiação ou como ela será administrada.

    A ação seria mais uma das medidas a serem tomadas pelo governo federal para garantir o abastecimento de energia elétrica do país, diante da maior crise hídrica em mais de 90 anos nos reservatórios das hidrelétricas, principal fonte elétrica do país.

    'A ideia do programa é premiar os consumidores que têm um esforço de reduzir a carga e contribuir para aumento da segurança e redução do custo de geração', disse o secretário, durante coletiva de imprensa para apresentar as iniciativas do governo.

    No mercado regulado, pequenas e médias empresas e consumidores residenciais adquirem eletricidade junto às distribuidoras.

    O governo já tem um programa em estágio avançado de elaboração para redução voluntária de consumo no mercado livre, ambiente em que grandes indústrias e centros comerciais podem negociar diretamente contratos de suprimento.

    Vieira pontuou que a bonificação a consumidores regulados que atingirem metas de redução de consumo seguirá a mesma lógica que será empenhada no programa para consumidores livres.

    'Quem vai pagar isso é a carga do sistema, é a mesma lógica do programa de resposta voluntária da demanda para o grande consumidor', afirmou.

    SITUAÇÃO CRÍTICA

    Também durante a coletiva, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Carlos Ciocchi, afirmou que tanto em julho quanto agosto as afluências 'foram muito menores' do que as expectativas traçadas.

    'Gostaríamos de estar errados, mas a natureza tem se mostrado muito mais negativa do ponto de vista de chuvas do que as nossas simulações', afirmou Ciocchi, pontuando que há uma situação bastante crítica no Sul, onde se aguardavam volumes de chuvas que não vieram.

    Apesar do cenário, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, reiterou durante a coletiva que o governo não trabalha com a hipótese de racionamento, embora considere adotar medidas já empenhadas no passado que forem necessárias para enfrentar a crise hídrica, após lições aprendidas.

    Albuquerque frisou ainda que decreto publicado pelo governo federal nesta quarta-feira que visa reduzir consumo elétrico em prédios públicos é uma medida de economia, para enfrentamento da crise hidrelétrica, e não de racionamento.

    (Por Marta Nogueira e Roberto Samora)

    Escrito por Reuters

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