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Governo Trump planeja admitir principalmente afrikaners sob nova proposta para refugiados

Governo Trump planeja admitir principalmente afrikaners sob nova proposta para refugiados

Reuters

22/09/2026

Placeholder - loading - Primeiro grupo de sul-africanos brancos chega a Dulles no âmbito do plano de refugiados dos EUA sob o governo Trump 12 de maio de 2025 REUTERS/Jonathan Ernst
Primeiro grupo de sul-africanos brancos chega a Dulles no âmbito do plano de refugiados dos EUA sob o governo Trump 12 de maio de 2025 REUTERS/Jonathan Ernst

SÃO FRANCISCO, 22 Set (Reuters) - O ​governo Trump planeja estabelecer um teto de admissão de refugiados de 17.500 nos próximos 12 meses, composto “principalmente” por sul-africanos pertencentes à minoria étnica branca dos afrikaners, de acordo com um comunicado enviado ao Congresso nesta terça-feira.

O presidente dos EUA, Donald Trump, alegou que os afrikaners enfrentam perseguição por motivos raciais nesse país de maioria negra, alegações que o ⁠governo ⁠sul-africano nega.

Trump suspendeu todas as ​admissões de ‌refugiados nos EUA quando assumiu o cargo em janeiro de 2025, afirmando que elas só seriam retomadas se fosse do interesse do país. Semanas depois, ⁠ele começou uma iniciativa para trazer afrikaners, o ​que gerou críticas de defensores dos refugiados, que condenaram a ​exclusão de pessoas de outras ‌nacionalidades que fogem ​da ⁠perseguição e da violência.

O comunicado enviado pelo Departamento de Estado a autoridades do Congresso afirmou que “prevê que os afrikaners da ​África do Sul se assimilarão plenamente aos Estados Unidos de uma forma que preserve os recursos dos contribuintes para os cidadãos americanos”.

O reassentamento dentro do limite proposto ​deve custar aproximadamente US$500 milhões, segundo o comunicado.

Todas, exceto três, das quase 3.000 pessoas admitidas como refugiadas no atual ano fiscal, que termina em 30 de setembro de 2026, eram sul-africanas, de acordo com dados do Departamento de Estado até agosto.

No ano fiscal de 2024, em contrapartida, o governo ​Biden acolheu mais de 100 mil refugiados de dezenas de ‌países.

“Um programa de refugiados que ⁠privilegia um grupo e deixa todos os outros de lado é uma renúncia à nossa liderança humanitária global ⁠e um abandono de milhares de ⁠famílias vulneráveis”, afirmou Krish ⁠O’Mara Vignarajah, presidente ⁠da ​Global Refuge, em comunicado.

(Reportagem de Kristina Cooke, em San Francisco; )

Reuters

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