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Groenlândia diz que deve ser defendida pela Otan e rejeita qualquer aquisição pelos EUA

Groenlândia diz que deve ser defendida pela Otan e rejeita qualquer aquisição pelos EUA

Reuters

12/01/2026

Placeholder - loading - Bandeira da Otan na sede da aliança militar em Bruxelas 02/04/2025 REUTERS/Yves Herman
Bandeira da Otan na sede da aliança militar em Bruxelas 02/04/2025 REUTERS/Yves Herman

Atualizada em  12/01/2026

ESTOCOLMO, 12 Jan (Reuters) - O governo da ⁠Groenlândia disse nesta segunda-feira que aumentará os esforços para garantir que a defesa do território ártico ocorra sob os auspícios da Otan, e novamente rejeitou a ambição do presidente dos EUA, Donald Trump, de assumir o controle da ilha.

Trump tem afirmado que os Estados Unidos devem controlar a Groenlândia, um território autônomo do Reino da Dinamarca, para evitar ​que a Rússia ou a ⁠China ocupem ⁠a área estrategicamente localizada e rica em minerais no futuro.

'Todos os Estados-membros da Otan, incluindo os Estados Unidos, têm um interesse comum na defesa da Groenlândia', disse o governo de coalizão da ilha ‌em um comunicado, acrescentando que não pode de forma ​alguma aceitar que os EUA assumam ‌o controle da ​Groenlândia.

'Como ​parte da comunidade dinamarquesa, a Groenlândia é membro da Otan e, portanto, a defesa da Groenlândia deve ser feita por ​meio da Otan', disse o governo.

O comissário da União Europeia para Defesa e Espaço, Andrius Kubilius, disse mais cedo nesta segunda-feira que qualquer tomada militar da Groenlândia pelos EUA seria o fim da Otan.

Trump lançou pela primeira vez a ideia de os EUA assumirem a Groenlândia em 2019, durante seu primeiro mandato, embora enfrente oposição em Washington, inclusive dentro de seu próprio partido.

Embora a Dinamarca governe a Groenlândia por séculos, o território vem se movendo ⁠gradualmente em direção à independência desde 1979, uma meta compartilhada ‌por todos os partidos ⁠políticos eleitos para o Parlamento da ilha.

'Somos uma sociedade democrática que toma nossas próprias decisões. E nossas ações ‍são baseadas no direito internacional', escreveu o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, no ​LinkedIn.

(Reportagem ‌de Anna Ringstrom e Stine Jacobsen)

((Tradução Redação São Paulo)) REUTERS AC

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