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Guarda Costeira dos EUA aguarda reforços para apreender petroleiro ligado à Venezuela, dizem fontes

Guarda Costeira dos EUA aguarda reforços para apreender petroleiro ligado à Venezuela, dizem fontes

Reuters

24/12/2025

Placeholder - loading - Navio da Guarda Costeira dos EUA 06/03/2025 REUTERS/Marco Bello
Navio da Guarda Costeira dos EUA 06/03/2025 REUTERS/Marco Bello

Por Idrees Ali e Jonathan Saul e Trevor ⁠Hunnicutt

WASHINGTON/LONDRES, 23 Dez (Reuters) - A Guarda Costeira dos Estados Unidos está aguardando a chegada de reforços antes de tentar abordar e apreender um petroleiro ligado à Venezuela, que vem sendo perseguido desde domingo, disseram à Reuters um oficial norte-americano e uma fonte familiarizada com o assunto.

O navio, identificado por grupos marítimos como Bella 1, recusou-se a ser abordado pela Guarda Costeira. Isso significa que a tarefa provavelmente caberá a uma das duas únicas equipes de especialistas -- conhecidas como Equipes de Resposta de Segurança Marítima -- que podem abordar embarcações nessas circunstâncias, inclusive por meio de rapel a partir de helicópteros.

A ​perseguição, que já dura dias, evidencia a discrepância entre ⁠o desejo ⁠do governo Trump de apreender petroleiros sujeitos a sanções perto da Venezuela e os recursos limitados da agência que está executando as operações, a Guarda Costeira.

Diferentemente da Marinha dos EUA, a Guarda Costeira pode realizar ações de aplicação da lei, incluindo a apreensão de embarcações sujeitas a sanções dos EUA.

No início deste mês, o presidente dos ‌EUA, Donald Trump, ordenou um 'bloqueio' de todos os petroleiros sancionados que entram e saem ​da Venezuela, na mais recente medida de Washington para ‌aumentar a pressão sobre o ​presidente ​venezuelano, Nicolás Maduro.

A Guarda Costeira apreendeu, nas últimas semanas, dois petroleiros perto da Venezuela. Após a primeira ação, em 10 de dezembro, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, publicou um vídeo de 45 segundos ​mostrando dois helicópteros se aproximando de uma embarcação e indivíduos armados e camuflados descendo de rapel no navio.

Uma publicação feita no sábado nas redes sociais pelo Departamento de Segurança Interna, que supervisiona a Guarda Costeira, mostrou o que pareciam ser oficiais a bordo do porta-aviões Gerald Ford, preparando-se para partir e apreender o petroleiro Centuries, o segundo navio abordado pelos EUA.

Um funcionário norte-americano, falando sob condição de anonimato, disse que os oficiais da Guarda Costeira a bordo do Ford pertenciam a uma Equipe de Resposta de Segurança Marítima e, naquele momento, estavam muito distantes do Bella 1 para realizar uma operação de abordagem.

'Há um número limitado de equipes treinadas para esse tipo de abordagem', disse Corey Ranslem, diretor executivo do grupo de segurança marítima Dryad Global e ⁠ex-membro da Guarda Costeira dos EUA.

O Departamento de Segurança Interna não respondeu imediatamente a um pedido ‌de comentário. A Reuters não conseguiu determinar ⁠quais outros motivos, se existirem, levaram a Guarda Costeira a ainda não ter apreendido a embarcação.

A administração poderia, em última instância, optar por não abordar a embarcação.

A Casa Branca afirmou que ‍os Estados Unidos ainda estão em 'busca ativa por uma embarcação da frota clandestina sancionada, que faz parte da evasão ilegal de ​sanções ‌por parte da Venezuela'.

(Reportagem de Idrees Ali, Jonathan Saul e Trevor Hunnicutt; reportagem adicional de Ricardo Arduengo)

Reuters

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