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Haddad diz que cortes da Selic 'começaram tarde' e que meta de primário zero é 'pragmática'

Haddad diz que cortes da Selic 'começaram tarde' e que meta de primário zero é 'pragmática'

Reuters

09/11/2023

Placeholder - loading - Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em cerimônia de sanção de projeto de lei  28/08/2023 REUTERS/Adriano Machado
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em cerimônia de sanção de projeto de lei 28/08/2023 REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  09/11/2023

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na noite desta quinta-feira que os cortes da taxa básica Selic pelo Banco Central 'começaram tarde' e que a meta do governo de resultado primário zero prevista para 2024 é 'pragmática'.

Durante evento do Itaú BBA, Haddad pontuou que o processo de cortes da Selic, iniciado em agosto, poderia ter começado nas duas reuniões anteriores -- em maio e junho --, em um ritmo de 0,25 ponto percentual de redução. Ele destacou que, como isso não ocorreu, a economia ainda não sentiu os efeitos totais do ciclo de corte dos juros. Atualmente, a Selic está em 12,25% ao ano.

Em meio a discussões sobre a possibilidade de mudança do objetivo fiscal para 2024, devido à dificuldades do governo em aumentar a arrecadação, Haddad caracterizou a meta de primário zero como 'pragmática' e disse que, por isso, não seria necessário que fosse fixada por uma lei para que ele a perseguisse.

Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada na terça-feira, o colegiado citou o risco fiscal como ponto de preocupação para a política de juros.

Haddad tem evitado confirmar ou negar explicitamente que a meta seria reajustada. Nesta semana, fontes afirmaram à Reuters que o governo manterá, ao menos por enquanto, a busca pelo primário zero para que Haddad tenha tempo de negociar a aprovação de medidas que ampliem a arrecadação, numa tentativa de evitar a mudança do parâmetro.

Sobre a finalização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, Haddad destacou que a resistência da França em ratificar a proposta representa um problema. Ele também citou 'problemas internos' do país como uma das razões para o atraso nas discussões.

(Reportagem de Victor Borges, em Brasília)

Reuters

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