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Haddad diz que indicados ao BC são experientes e nomes foram informados a Campos Neto

Haddad diz que indicados ao BC são experientes e nomes foram informados a Campos Neto

Reuters

24/10/2023

Placeholder - loading - Prédio do Banco Central em Brasília 20/03/2020 REUTERS/Adriano Machado
Prédio do Banco Central em Brasília 20/03/2020 REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  24/10/2023

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira que os indicados para as duas vagas na diretoria do Banco Central que serão abertas no final de dezembro são experientes e afirmou que apresentou os nomes ao presidente da autarquia, Roberto Campos Neto.

Sem mencionar quais serão os indicados, Haddad disse que ele próprio será responsável por apresentar os nomes. Nos últimos dias, o ministro vem afirmando que o anúncio será feito ainda nesta semana.

'É gente conhecida, gente com experiência na área, não tem surpresa', disse.

O governo trabalha para que os novos indicados à diretoria do BC sejam anunciados logo e aprovados pelo Congresso ainda neste ano para que a gestão Luiz Inácio Lula da Silva tenha mais dois nomeados no comando da autarquia já na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 2024, em janeiro.

Em entrevista a jornalistas, o ministro disse ainda que governadores “terão boa surpresa” com o valor do Fundo de Desenvolvimento Regional previsto no texto da reforma tributária.

Sem detalhar valores, Haddad disse que o relator da reforma, senador Eduardo Braga (MDB-AM), acatou a proposta da Fazenda para incrementar o fundo, uma demanda de governadores para compensar perdas de arrecadação causadas pelas alterações no sistema tributário.

O texto aprovado pela Câmara em julho estabeleceu um montante de 40 bilhões de reais para essa finalidade, mas governadores vinham pressionando por um aumento do valor.

Na avaliação do ministro, o relatório previsto para ser publicado na noite desta terça-feira por Braga tem 'a robustez necessária' para ser aprovado no Senado em até 15 dias.

(Reportagem de Victor Borges)

Reuters

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