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Ibama autoriza Petrobras a perfurar mais poços na Foz do Amazonas

Ibama autoriza Petrobras a perfurar mais poços na Foz do Amazonas

Reuters

04/09/2026

Placeholder - loading - Logotipo da Petrobras na sede da empresa, no Rio de Janeiro, Brasil, em 16 de outubro de 2019. REUTERS/Sergio Moraes
Logotipo da Petrobras na sede da empresa, no Rio de Janeiro, Brasil, em 16 de outubro de 2019. REUTERS/Sergio Moraes

Atualizada em  04/09/2026

Por Fabio Teixeira

RIO DE JANEIRO, 4 ​Set (Reuters) - O órgão federal ambiental Ibama autorizou a Petrobras a perfurar mais três novos poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas, em águas ultraprofundas do Amapá, de acordo com um documento visto pela Reuters nesta sexta-feira.

A medida representa um avanço nos esforços da empresa para produzir petróleo nessa área ambientalmente sensível na costa amazônica do Brasil, já que os novos poços são fundamentais para determinar se a ⁠recente ⁠descoberta de petróleo da Petrobras na ​região ‌é comercialmente viável.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a descoberta de petróleo no mês passado. Ele viajou para o Estado de Amapá, no norte do país, dias ⁠depois, para saudá-la como “um passaporte para o futuro deste país”.

O ​empenho da Petrobras em explorar a Bacia da Foz do ​Amazonas, próxima à foz do rio Amazonas, ‌gerou debate no ​governo ⁠de Lula, colocando as preocupações ambientais em contraponto ao argumento da empresa de que precisa reabastecer suas reservas.

Se a descoberta for comercialmente viável, ​a produção poderia começar dentro de sete anos, afirmou anteriormente a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

A Bacia de Foz do Amazonas é geologicamente semelhante aos blocos na Guiana, onde a ExxonMobil está ​desenvolvendo enormes campos de petróleo. A área faz parte da Margem Equatorial do Brasil, que a Petrobras considera sua fronteira de exploração mais promissora.

A decisão do Ibama, assinada nesta quinta-feira pelo diretor-geral da agência, Jair Schmitt, exige que a Petrobras apresente um cronograma de perfuração atualizado no prazo de 30 dias após o recebimento da ​licença.

O documento também estabelece condições para que a Petrobras mantenha a licença, ‌incluindo a atualização da análise ⁠de riscos ambientais do projeto.

No início deste ano, houve vazamento de fluido durante a perfuração do primeiro poço, o que ⁠gerou preocupações entre os povos indígenas quanto ⁠ao impacto que um boom petrolífero ⁠poderia ter ⁠em ​um Estado ainda amplamente coberto pela floresta amazônica intocada.

(Reportagem de Fabio Teixeira)

Reuters

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