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EUA iniciam bloqueio a portos do Irã; Teerã ameaça retaliar

EUA iniciam bloqueio a portos do Irã; Teerã ameaça retaliar

Reuters

13/04/2026

Placeholder - loading - Embarcação no Estreito de Hormuz em Omã 12 de abril de 2026    REUTERS
Embarcação no Estreito de Hormuz em Omã 12 de abril de 2026 REUTERS

Atualizada em  13/04/2026

WASHINGTON/DUBAI, 13 Abr (Reuters) - As Forças Armadas dos EUA iniciaram ​um bloqueio aos navios que saem dos portos do Irã nesta segunda-feira, e Teerã ameaçou retaliar os portos de seus vizinhos do Golfo, depois que as negociações do fim de semana não conseguiram chegar a um acordo para acabar com a guerra.

Os preços do petróleo voltaram a subir, ultrapassando os US$100 por barril, sem sinais de uma rápida reabertura do Estreito de Ormuz para aliviar a maior interrupção no fornecimento de energia da história, e com crescentes preocupações sobre a durabilidade do acordo de cessar-fogo de duas semanas firmado na semana passada.

Trump afirmou que o Irã entrou em contato na segunda-feira e demonstrou interesse em chegar a um acordo, mas que não sancionará nenhum ⁠acordo que ⁠permita a Teerã possuir armas nucleares.

'O Irã não ​terá armas ‌nucleares', disse Trump a jornalistas na Casa Branca. 'Não podemos deixar um país chantagear ou extorquir o mundo.'

Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o Irã praticamente fechou o estreito para todas as embarcações, exceto as suas próprias, dizendo que a passagem de navios só seria permitida sob controle iraniano ⁠e sujeita a uma taxa.

Trump afirmou anteriormente que Washington bloquearia embarcações iranianas e quaisquer navios ​que pagassem tais pedágios, e que quaisquer navios iranianos de 'ataque rápido' que se aproximassem do bloqueio seriam ​eliminados.

O brigadeiro-general Reza Talaei-Nik, porta-voz do Ministério da Defesa do ‌Irã, alertou que os esforços ​de militares ⁠estrangeiros para policiar o estreito agravariam a crise e a instabilidade na segurança energética global.

Aliados da Otan, incluindo Reino Unido e França, declararam que não se envolveriam no conflito participando do bloqueio, enfatizando, em vez disso, a necessidade de ​reabrir a hidrovia, por onde normalmente passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

CESSAR-FOGO SOB PRESSÃO

O cessar-fogo que interrompeu seis semanas de ataques aéreos dos EUA e de Israel está ameaçado, com apenas uma semana restante, depois que Washington disse que Teerã havia rejeitado suas demandas nas negociações em Islamabad, as discussões de mais alto ​nível desde a Revolução Islâmica de 1979 do Irã.

O Comando Central Regional das Forças Armadas dos EUA disse que o bloqueio será 'aplicado imparcialmente contra embarcações de todas as nações' que entrarem ou saírem de portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.

'O bloqueio não impedirá a passagem de trânsito neutro pelo Estreito de Ormuz com destino ou origem em países não iranianos', declarou o Comando Central em um comunicado visto pela Reuters nesta segunda-feira.

Dois navios-tanque ligados ao Irã, o Aurora e o New Future, carregados de produtos petrolíferos e diesel, deixaram o ​estreito na segunda-feira, pouco antes de o bloqueio dos EUA entrar em vigor, de acordo com dados do provedor LSEG.

Um ‌porta-voz militar iraniano, citado pela mídia estatal, ⁠disse que quaisquer restrições dos EUA a embarcações em águas internacionais seriam ilegais e equivaleriam a 'pirataria'. Se os portos iranianos forem ameaçados, nenhum porto no Golfo ou no Golfo de Omã permaneceria seguro, declarou o porta-voz.

Mais ⁠cedo, a Guarda Revolucionária do Irã disse que qualquer embarcação militar que ⁠se aproximasse do estreito seria considerada como tendo violado ⁠o cessar-fogo.

Trump afirmou que ⁠a ​Marinha iraniana foi 'completamente aniquilada' durante a guerra, acrescentando que restou apenas um pequeno número de 'navios de ataque rápido'.

(Reportagem da Reuters)

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