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Irã intensifica ataques a bases dos EUA no Golfo; tensões por Estreito de Ormuz elevam preços do petróleo

Irã intensifica ataques a bases dos EUA no Golfo; tensões por Estreito de Ormuz elevam preços do petróleo

Reuters

13/07/2026

Placeholder - loading - Embarcações no Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, em Omã   12 de julho de 2026    REUTERS/Stringer
Embarcações no Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, em Omã 12 de julho de 2026 REUTERS/Stringer

Por Elwely Elwelly e Eman Abouhassira e Tala ​Ramadan

DUBAI/WASHINGTON, 13 Jul (Reuters) - Forças dos EUA e do Irã trocaram ataques intensos com mísseis e drones durante o fim de semana e na segunda-feira, com Teerã atacando instalações dos EUA no Golfo e afirmando ter fechado novamente o Estreito de Ormuz, o que fez os preços do petróleo subirem.

A Guarda Revolucionária do Irã informou na segunda-feira que havia atacado instalações militares dos EUA no Barein e no Kuweit, destruído sistemas de radar em Omã e atingido tanques de combustível e depósitos de munição na Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, em resposta aos ataques dos EUA.

As Forças Armadas dos EUA disseram ter ⁠atacado, no ⁠domingo, sistemas de defesa aérea iranianos, estações ​de radar ‌costeiras, capacidades de mísseis e drones e pequenas embarcações, utilizando aeronaves, navios de guerra e drones.

Essas trocas representaram uma escalada no ritmo e no alcance geográfico dos ataques ocorridos na última semana, colocando em dúvida um acordo provisório entre os EUA e o Irã, assinado ⁠no mês passado, para reabrir o estreito e pôr fim à guerra após mais ​60 dias de negociações.

Em uma breve entrevista por telefone à Reuters no domingo, o presidente ​dos EUA, Donald Trump, referiu-se aos ataques do fim ‌de semana contra o Irã. “Estamos ​dando ⁠uma surra neles”, disse ele.

Trump afirmou que considera o cessar-fogo encerrado, embora deixe a porta aberta para novas negociações.

O principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, adotou um tom igualmente desafiador, postando no X no ​domingo: “A era dos acordos unilaterais ACABOU. Nós avisamos: cumpram sua palavra ou paguem o preço. A realidade está batendo à porta.”

A guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro desestabilizou o Golfo e se espalhou por toda a região, com o Irã atacando ​bases dos EUA em vários países. Milhares de pessoas foram mortas, principalmente no Irã e no Líbano.

O bloqueio do Estreito de Ormuz por Teerã elevou os preços da energia e alimentou preocupações com a inflação em todo o mundo.

PREÇOS DO PETRÓLEO SOBEM

A Guarda Revolucionária afirmou em comunicado na segunda-feira que a única maneira de restabelecer o tráfego regular de navios pelo estreito era pôr fim às intervenções militares dos EUA na via navegável, e alertou que “a interferência contínua poderia levar a incidentes mais graves ​no setor global de petróleo e gás”.

O Irã busca estabelecer um mecanismo conjunto com Omã para gerenciar o ‌tráfego pelo estreito, disse na segunda-feira o ⁠porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, acrescentando que a pressão dos EUA sobre Omã havia dificultado essas discussões.

O petróleo Brent subia mais de 3% na segunda-feira, embora tenha permanecido bem ⁠abaixo dos picos atingidos no início do conflito.

Os preços mais altos ⁠da energia, especialmente da gasolina, são politicamente ⁠delicados para Trump às ⁠vésperas ​das eleições para o Congresso em novembro.

(Reportagem adicional de Enas Alashray, Ahmed Elimam, Eman Abouhassira e Andrew Mills)

Reuters

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