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Irã promete resposta “devastadora” enquanto EUA ameaçam com sanções econômicas mais severas da história

Irã promete resposta “devastadora” enquanto EUA ameaçam com sanções econômicas mais severas da história

Reuters

21/08/2026

Placeholder - loading - Mural retrata falecido líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, em rua de Teerã    13 de agosto de 2026    Majid Asgaripour/WANA via REUTERS
Mural retrata falecido líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, em rua de Teerã 13 de agosto de 2026 Majid Asgaripour/WANA via REUTERS

Por Jana Choukeir e Susan Heavey

DUBAI/WASHINGTON, 21 Ago (Reuters) - O Irã ​afirmou nesta sexta-feira que sua resposta a quaisquer novas ameaças dos EUA será “devastadora”, depois que Washington se comprometeu a impor as sanções financeiras mais severas da história, com o objetivo de derrubar a liderança iraniana.

As declarações do chefe do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na quinta-feira, vieram após uma advertência do presidente Donald Trump sobre consequências econômicas contra qualquer país que fornecesse “qualquer tipo de ajuda vital ao Irã”. Bessent prometeu divulgar detalhes na segunda-feira.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, major-general Ali Abdollahi, afirmou que a reação da República Islâmica será ampla e decisiva.

“Com preparação em terra, mar, ar, defesa aérea e no ciberespaço, as Forças Armadas do Irã responderão às novas ameaças do inimigo com respostas esmagadoras, punitivas e devastadoras”, disse Abdollahi, segundo a mídia iraniana.

O influente presidente do ⁠Parlamento iraniano, Mohammad ⁠Baqer Qalibaf, principal negociador do país nas negociações mediadas ​com os ‌Estados Unidos, afirmou que Washington parecia ter concluído que não poderia prevalecer em um confronto militar direto.

“Precisamos traçar planos para lidar com as sanções injustas, de modo a superá-las”, declarou ele durante uma visita ao vizinho Iraque, acusando EUA e Israel de recorrerem ao que ele chamou de guerra econômica e “cognitiva”.

BESSENT AFIRMA QUE MEDIDAS NÃO DEVEM ELEVAR PREÇO DO ⁠PETRÓLEO

Os preços do petróleo se estabilizaram na sexta-feira, mas caminhavam para um segundo aumento semanal devido às ​preocupações com as exportações de energia do Golfo. O petróleo atingiu a maior cotação em mais de três semanas na ​quinta-feira, após a ameaça de sanções, destinada a forçar o Irã a ‌concordar com o fim de ​um conflito ⁠que deixou milhões de barris de petróleo do Oriente Médio retidos.

“Não sei ao certo por que o petróleo subiu com isso”, disse Bessent à CNBC. “Se estamos exercendo a máxima pressão econômica, isso significa que provavelmente não haverá um reinício cinético em grande escala”, afirmou ele, ​usando um termo que se refere ao uso da força militar.

Milhares de pessoas foram mortas na guerra, que envolveu nações do Golfo e chocou os mercados quando o Irã demonstrou sua capacidade de restringir o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz — uma via navegável que transportava cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado antes de fevereiro.

EUA e Irã anunciaram duas vezes acordos de ​cessar-fogo, em abril e junho, com o objetivo de restaurar o livre fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, em um caminho para encerrar o conflito que já dura quase seis meses, mas ambos os acordos fracassaram rapidamente.

O Irã tem resistido a sanções econômicas severas e quase contínuas há quase 50 anos, desde a Revolução Islâmica de 1979.

Antes da declaração de Bessent, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que condenava as sanções econômicas e comerciais dos EUA, chamando-as de “terrorismo econômico” que não “criaria nem a menor hesitação na determinação dos iranianos de salvaguardar a independência, a dignidade e a soberania nacional do Irã”.

Bessent disse à CNBC que ​compartilharia mais detalhes sobre o pacote mais recente e “falaria exatamente sobre o que vamos fazer” em relação ao Irã em uma coletiva de ‌imprensa na segunda-feira.

“É um golpe duplo. Temos o bloqueio (ao ⁠Irã) e vamos impor as sanções mais duras da história”, acrescentou ele, referindo-se ao bloqueio naval dos EUA imposto ao Irã em abril e suspenso por um mês em meados de junho.

“Isso vai funcionar no Irã e vamos derrubar esse regime. ⁠É hora de nossos aliados e do resto do mundo tomarem uma decisão”, disse ⁠ele.

Trump está sob pressão interna para encerrar a guerra, com ⁠os altos preços dos combustíveis ⁠prejudicando ​seus índices de aprovação e ameaçando potencialmente o controle do Partido Republicano sobre o Congresso nas eleições de meio de mandato em novembro.

Reuters

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