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Itália vai proibir uso de véus nas escolas e limitar número de alunos estrangeiros por turma

Itália vai proibir uso de véus nas escolas e limitar número de alunos estrangeiros por turma

Reuters

20/09/2026

Placeholder - loading - Primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, na França   25 de junho de 2026    REUTERS/Manon Cruz
Primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, na França 25 de junho de 2026 REUTERS/Manon Cruz

MILÃO, 20 Set (Reuters) - A Itália está ​se preparando para proibir o uso de véus nas escolas e limitar o número de alunos estrangeiros por turma, afirmou a primeira-ministra Giorgia Meloni no domingo, ao enfatizar suas credenciais de direita em um evento para jovens organizado por seu partido.

A Itália está entre os países europeus mais expostos à chegada de imigrantes devido à sua localização no centro do Mediterrâneo, o que torna a imigração um tema ⁠polêmico ⁠e um grande desafio para os ​sucessivos ‌governos.

A integração de imigrantes, particularmente aqueles provenientes de países de maioria muçulmana, continua sendo um tema polêmico na política e na sociedade italiana. Debates sobre símbolos religiosos, integração cultural, regras ⁠de cidadania e política de imigração frequentemente polarizam a opinião ​pública.

“Em breve será apresentada uma medida em uma reunião do ​Conselho de Ministros para estabelecer legalmente um ‌número máximo de ​alunos ⁠estrangeiros por turma. Ela também exige que os pais de alunos estrangeiros que enfrentam sérias dificuldades de integração no sistema escolar aprendam italiano e ​proíbe o uso de burcas e niqabs nas escolas”, disse Meloni em um encontro anual da ala juvenil de seu partido, Irmãos da Itália.

“Se houver apenas uma criança em uma turma que ​não entenda italiano, essa criança provavelmente conseguirá aprender o idioma e se integrar rapidamente com a ajuda dos colegas e professores. No entanto, se o número de crianças que não entendem o idioma se tornar grande — ou mesmo a maioria —, isso não é mais integração; é negligência”, acrescentou ela.

Meloni não especificou qual seria o número máximo de ​alunos estrangeiros por turma.

Os alunos que não são cidadãos italianos representam ‌11,6% dos matriculados nas escolas italianas — ⁠quase 12 em cada 100 alunos —, de acordo com a Fondazione ISMU, uma instituição de pesquisa.

“É preciso ir à escola com ⁠o rosto descoberto, e na Itália ninguém, ⁠em nome de uma tradição ⁠real ou suposta, ⁠pode ​decidir que uma jovem deve se cobrir”, disse Meloni.

(Reportagem de Gianluca Semeraro)

Reuters

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