Japão pede à China que aborde liberação de água de Fukushima de 'forma científica'
Japão pede à China que aborde liberação de água de Fukushima de 'forma científica'
Reuters
14/07/2023
Por Sakura Murakami
TÓQUIO (Reuters) - O Japão pediu à China que aborde a questão da liberação de água radioativa da usina nuclear de Fukushima de 'forma científica' em uma reunião realizada entre o ministro das Relações Exteriores do Japão, Yoshimasa Hayashi, e o principal diplomata chinês, Wang Yi, nesta sexta-feira.
Em um movimento que causou alarme entre os países vizinhos e pescadores locais, o Japão decidiu começar a liberar mais de 1 milhão de toneladas de água da Usina Nuclear Fukushima Dai-ichi nas próximas semanas. A China emergiu como o principal desses críticos, dizendo que o plano colocaria em risco o meio ambiente e as vidas humanas.
Em uma reunião com Wang à margem de um encontro da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) na Indonésia, Hayashi disse que o Japão está disposto a se comunicar com a China sobre a descarga de água de uma perspectiva científica, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Japão.
'(Hayashi) pediu à China que responda de forma científica', afirmou em comunicado.
Wang, por sua vez, pediu ao Japão que 'enfrente' as preocupações legítimas de todos os lados, comunique-se 'sinceramente' com seus vizinhos e seja 'prudente' ao lidar com a situação.
'Esta é uma questão tanto de atitude quanto de ciência', disse Wang, segundo a agência oficial de notícias chinesa Xinhua.
A questão da liberação da água ocupou boa parte da conversa de uma hora entre Wang e Hayashi, mas os dois não chegaram a um acordo claro sobre o assunto, disse uma autoridade do Ministério das Relações Exteriores do Japão a repórteres nesta sexta-feira.
Embora a China tenha levantado preocupações sobre a descarga de água, uma revisão abrangente do plano pelo órgão de vigilância nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) disse que o impacto seria 'insignificante' e que a descarga estaria de acordo com os padrões internacionais.
Hayashi defendeu o plano em uma reunião da Asean na quinta-feira e afirmou que a China estava fazendo 'afirmações não baseadas em evidências científicas', de acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Japão.
Reuters

