Juiz rejeita alegação de liberdade de expressão de Trump em caso da eleição de 2020 na Geórgia
Juiz rejeita alegação de liberdade de expressão de Trump em caso da eleição de 2020 na Geórgia
Reuters
04/04/2024
Atualizada em 04/04/2024
WASHINGTON (Reuters) - Um juiz da Geórgia rejeitou nesta quinta-feira a tentativa de Donald Trump de afastar as acusações criminais no caso de interferência nas eleições de 2020, que para o ex-presidente republicano dos EUA, violam seus direitos de liberdade de expressão.
O juiz do Tribunal Superior do Condado de Fulton Scott McAfee concluiu que a acusação alega que as declarações de Trump e de outros 14 envolvidos no processo foram feitas 'em prol de atividades criminosas' e não são protegidas pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.
Trump e os outros réus foram acusados de extorsão e outros delitos por um suposto esforço para reverter a derrota de Trump na Geórgia para o presidente democrata Joe Biden. Eles se declararam inocentes.
O processo é um dos quatro processos criminais que Trump enfrenta, conforme a eleição de 5 de novembro se aproxima. Seu primeiro julgamento, referente a subornos pagos a uma atriz pornô, deve começar no fim deste mês, em Nova York.
“O presidente Trump e outros réus respeitosamente discordam da decisão do juiz McAfee e continuarão avaliando outras opções envolvendo a Primeira Emenda”, afirmou em comunicado Steve Sadow, principal advogado de Trump no caso da Geórgia.
Um porta-voz do gabinete da procuradoria do Condado de Fulton, que é a parte de acusação, negou-se a comentar.
As acusações na Geórgia se referem a tentativas de reunir uma lista alternativa de integrantes do Colégio Eleitoral que se comprometeram a votar em Trump, apesar da vitória de Joe Biden no Estado, além de um telefonema do então presidente em janeiro de 2021 pedindo que a principal autoridade eleitoral regional “encontrasse” votos suficientes para reverter sua apertada derrota.
A decisão do magistrado é um sinal de que ele continuará colocando o caso rumo a um julgamento, mesmo que Trump e seus oito corréus sigam tentando desqualificar Fani Willis, a procuradora que os acusa. Uma corte de apelação da Geórgia deve decidir nas próximas semanas se aceita tal queixa.
McAfee afirmou que o júri decidirá se Trump e outros corréus — que incluem seu ex-advogado pessoal Rudy Giuliani e o seu ex-chefe de Gabinete Mark Meadows —, agiram com intenção criminosa.
(Reportagem de Andrew Goudsward)
Reuters

