Juros estavam 'fora de sincronia' antes de corte do Fed e luta contra inflação ainda não terminou, diz Barkin
Juros estavam 'fora de sincronia' antes de corte do Fed e luta contra inflação ainda não terminou, diz Barkin
Reuters
02/10/2024
Por Howard Schneider
WILMINGTON, Carolina do Norte (Reuters) - O corte de 0,50 ponto percentual na taxa de juros do banco central dos Estados Unidos no mês passado foi um reconhecimento de que a taxa básica estava 'fora de sincronia' com a situação da economia, mas não deve ser considerado como um sinal de que a batalha contra a inflação terminou, disse o presidente do Federal Reserve de Richmond, Thomas Barkin, nesta quarta-feira.
Com a queda da inflação e o desemprego em torno de o que é considerado sua taxa sustentável de longo prazo, 'o número que agora parecia fora de sincronia era a taxa básica do Fed, que não precisa mais ser tão restritiva, dado o progresso que foi feito', disse Barkin em comentários em uma conferência econômica da Universidade da Carolina do Norte.
As projeções de mais 0,50 ponto percentual de cortes do Fed até o final do ano 'aliviam um pouco a tensão', disse ele.
Barkin disse que continua cauteloso em relação à inflação em meio à continuidade do forte crescimento econômico e disse achar que há condições em que o mercado de trabalho pode ficar mais apertado, em vez de mais fraco, nos próximos meses.
Barkin afirmou que, embora alguns aspectos da economia façam parecer que a 'desinflação' continuará, 'continua difícil dizer que a batalha contra a inflação já foi vencida'.
Embora grande parte da discussão do Fed tenha sido sobre como evitar que a atual taxa de desemprego de 4,2% aumente ainda mais, Barkin argumentou que, se a economia continuar a crescer e a demanda aumentar, 'os empregadores que estiverem com pouca mão de obra poderão muito bem se deparar com a falta' de trabalhadores e precisar contratar.
'Ao decidirmos com que rapidez e até onde ir durante esse ciclo de redução de juros, precisaremos estar atentos e aprender à medida que avançamos', disse ele.
Reuters

