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Líderes da UE apoiam Zelenskiy enquanto Trump classifica ataques ucranianos contra Rússia de “vergonha”

Líderes da UE apoiam Zelenskiy enquanto Trump classifica ataques ucranianos contra Rússia de “vergonha”

Reuters

16/10/2026

Placeholder - loading - Presidente do Conselho Europeu, António Costa, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Bruxelas   16 de outubro de 2026    REUTERS/Y
Presidente do Conselho Europeu, António Costa, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Bruxelas 16 de outubro de 2026 REUTERS/Y

BRUXELAS/KIEV, 16 Out (Reuters) - Os líderes da União Europeia se uniram ​em apoio ao presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy em uma cúpula realizada na sexta-feira, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, lançava mais uma ofensiva contra a Ucrânia, classificando os ataques do país às refinarias russas como uma “vergonha”.

A UE está recebendo Zelenskiy em Bruxelas em um dos momentos mais difíceis para a Ucrânia, com mísseis e drones chovendo sobre cidades ucranianas e temores de que os EUA possam suspender o compartilhamento de informações de inteligência e o apoio com armas a Kiev.

Trump pegou Zelenskiy de surpresa no último fim de semana ao anunciar que a Ucrânia e a Rússia haviam concordado em não atacar as instalações energéticas uma da outra. Diante das eleições de meio de mandato nos EUA em novembro, Trump culpou os ataques ucranianos ⁠às refinarias russas por ⁠elevar os preços da energia, o que poderia ​custar-lhe votos ‌nas urnas.

Os EUA também fecharam um acordo de diesel com a Rússia, irritando a Ucrânia e os aliados europeus.

“Queremos acabar com essa guerra o mais rápido possível. Não vemos, no momento, sinais do lado russo de que estejam prontos para isso, para acabar com essa guerra. É por isso que temos que nos preparar para o ⁠inverno”, disse Zelenskiy ao chegar à cúpula, abraçando muitos dos líderes ao encontrá-los.

“O pacote de inverno ​não se resume apenas à energia, mas também à defesa aérea e ao financiamento”, declarou Zelenskiy.

Nos ataques mais recentes, ​ataques com drones russos à cidade de Kharkiv mataram três pessoas, enquanto ‌ataques em outros locais deixaram ​centenas de ⁠milhares de pessoas sem energia elétrica.

Em entrevista, o primeiro-ministro da Estônia, Kristen Michal, disse à Reuters que a UE provavelmente teria que conceder um novo empréstimo à Ucrânia para ajudar a cobrir seu déficit orçamentário para o próximo ano.

“O inverno passado já foi ​um inferno; este será, mais uma vez, como um inferno”, afirmou Michal.

“Temos muitas lacunas a preencher, e essa é uma missão europeia: preencher as lacunas de que a Ucrânia precisa. Porque sempre, no início (e) no fim de toda conversa, as pessoas precisam ser lembradas de que estamos sentados em uma sala aquecida, com as luzes acesas, o aquecimento ligado, o café ​quente, e não podemos nos cansar da guerra na Ucrânia, porque eles estão lutando... por nós.”

NENHUMA ALTERNATIVA EUROPEIA PARA STARLINK

A liderança da Ucrânia ficou alarmada com as interrupções no sistema de satélites Starshield, da SpaceX, usado por Kiev para comunicações no campo de batalha e operações com drones. Uma fonte do Ministério da Defesa da Ucrânia afirmou na quinta-feira que os receptores do Starshield estavam funcionando apenas a velocidades de até 160 km/h, o que complica seu uso em missões militares.

Uma autoridade norte-americana negou que Trump tenha ordenado uma desaceleração deliberada do Starshield, que é a versão de nível militar do serviço Starlink operado ​pela SpaceX, de Elon Musk, e Trump afirmou nesta semana que o compartilhamento de informações de inteligência com a Ucrânia continuava.

A ‌Europa não dispõe de uma alternativa pronta para o ⁠Starlink, embora governos e empresas europeias estejam trabalhando em opções de longo prazo.

“A Starlink é realmente necessária para a Ucrânia. E, infelizmente, no curto prazo, a Europa não pode substituir essa capacidade”, disse a chefe de política externa da UE, ⁠Kaja Kallas.

“Estamos trabalhando em um novo pacote de sanções para pressionar a Rússia ⁠e, é claro, esperamos fazer isso em conjunto com todos ⁠os nossos parceiros ao ⁠redor ​do mundo”, acrescentou ela.

(Reportagem de Andrew Gray, Bart H. Meijer, Philip Blenkinsop, Charlotte Van Campenhout, Louise Rasmussen, Lili Bayer e Andreas Rinke)

Reuters

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