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Líderes da UE buscarão unidade em relação a desequilíbrio comercial com a China

Líderes da UE buscarão unidade em relação a desequilíbrio comercial com a China

Reuters

18/06/2026

Placeholder - loading - Porto de Yantian, em Shenzhen, China 30 de outubro de 2025. REUTERS/Tingshu Wang/Foto de arquivo
Porto de Yantian, em Shenzhen, China 30 de outubro de 2025. REUTERS/Tingshu Wang/Foto de arquivo

Por Philip Blenkinsop

BRUXELAS, 18 Jun (Reuters) - Os líderes da ​União Europeia debaterão nesta quinta-feira novas medidas mais rigorosas que possam ser necessárias para conter o crescente déficit comercial do bloco com a China e sua forte dependência da segunda maior economia do mundo no que diz respeito a terras raras e outros insumos essenciais.

Diplomatas da UE afirmam que há uma convergência gradual de opiniões entre os 27 membros da UE de que existe um problema com o déficit comercial de bens com a China, que atualmente chega a cerca de 1 bilhão de euros por dia. A situação é ainda mais crítica, já que as ⁠tarifas transatlânticas ⁠restringem o acesso ao mercado dos Estados ​Unidos.

“Vivemos agora ‌em um mundo de lobos. Não vivemos mais em um mundo de pôneis rosas e arco-íris”, afirmou um diplomata da UE.

O superávit comercial de bens da China com a UE atingiu 360,6 bilhões de euros em 2025, um aumento de 15% em ⁠relação a 2024, e cresceu 10% nos primeiros quatro meses deste ano, à ​medida que as empresas chinesas venderam mais para a UE e importaram menos.

Pequim também explorou ​seu domínio no processamento de minerais críticos ao impor ‌restrições à exportação de ​terras ⁠raras em abril de 2025, uma resposta às tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, que também afetaram as empresas da UE.

Consciente de que precisa diversificar seu comércio, a União Europeia firmou várias parcerias ​no setor mineral e acordos de livre comércio com a Austrália, a Índia e a Indonésia no último ano.

Os líderes da UE, reunidos para uma cúpula em Bruxelas, provavelmente concordarão que é preciso ir além, afirmam diplomatas. A expectativa é de que solicitem à Comissão Europeia, ​que supervisiona a política comercial do bloco, que dialogue com a China ao mesmo tempo em que reforça as defesas comerciais da UE.

Há menos consenso, no entanto, sobre como isso deve ser feito. Países como a França defendem uma linha mais dura, enquanto a Alemanha, maior exportadora da UE, e a Espanha, que cada vez mais atrai investimentos chineses, se mostram mais cautelosos.

“Há uma certa convergência de pontos de vista e uma análise compartilhada, mas surgem nuances quando se ​trata de como responder a isso”, disse um segundo diplomata. “Precisamos acertar, porque, do contrário, ficaremos presos a ‌uma situação em que nossa indústria fica ⁠dependente da segunda maior economia do mundo.”

A divisão ficou evidente no mês passado, quando França, Itália, Holanda e Lituânia afirmaram, em um documento conjunto, que a UE deveria estudar uma ⁠nova medida para limitar a dependência excessiva de países estrangeiros ⁠específicos, possivelmente com tarifas adicionais ou cotas para ⁠proteger os produtores ⁠nacionais.

A ​Espanha havia sido inicialmente listada como signatária, mas depois se distanciou publicamente do documento.

(Reportagem de Andrew Gray)

Reuters

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