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Lula e Xi Jinping defendem aceleração de negociações para acordo Mercosul-China

Lula e Xi Jinping defendem aceleração de negociações para acordo Mercosul-China

Reuters

27/07/2026

Placeholder - loading - Presidente chinês Xi Jinping aperta a mão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após uma cerimônia de assinatura e uma coletiva de imprensa conjunta, no Grande Salão do Povo, em Pequim, China, em 13
Presidente chinês Xi Jinping aperta a mão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após uma cerimônia de assinatura e uma coletiva de imprensa conjunta, no Grande Salão do Povo, em Pequim, China, em 13

Atualizada em  27/07/2026

27 Jul (Reuters) - O presidente Luiz ​Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, defenderam em conversa telefônica no domingo a aceleração das negociações para um acordo entre o Mercosul e a China, segundo nota divulgada pelo governo brasileiro.

Na conversa, que durou mais de uma hora, Lula e Xi reiteraram o propósito de ampliar a cooperação ⁠em ⁠áreas estratégicas e de alta ​tecnologia, ‌como inteligência artificial, satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes.

Os líderes trataram da implementação das sinergias entre os projetos nacionais de ⁠desenvolvimento dos dois países.

De acordo com a agência estatal ​chinesa Xinhua, Xi disse que a China apoia ​o Brasil na defesa de sua ‌soberania e ​independência e ⁠se opõe à 'interferência externa', além de apoiar o papel do país na manutenção da paz e da estabilidade ​regionais e globais.

Xi também destacou que a China está pronta para fortalecer ainda mais a coordenação estratégica bilateral e multilateral com o Brasil, 'mantendo assim o ​ímpeto positivo na construção de uma comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado', informou a agência.

Segundo o governo brasileiro, eles também abordaram a crise no Oriente Médio, bem como seus impactos na economia global, e a situação humanitária em Gaza. Além disso, defenderam que o Grupo ​de Amigos da Paz pode desempenhar um papel relevante ‌na retomada das negociações para ⁠o fim da Guerra na Ucrânia.

Eles criticaram a incapacidade do Conselho de Segurança das Nações Unidas ⁠de responder adequadamente a essas crises, ⁠e observaram que a ⁠próxima liderança ⁠da ​ONU enfrentará um cenário internacional desafiador.

(Por Michael Susin em Barcelona)

Reuters

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