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Macron promete que não haverá repetição de distúrbios enquanto Coletes Amarelos se mobilizam

Macron promete que não haverá repetição de distúrbios enquanto Coletes Amarelos se mobilizam

Reuters

21/10/2026

Placeholder - loading - Protesto em Paris contra o custo de vida    17 de outubro de 2026   REUTERS/Abdul Saboor
Protesto em Paris contra o custo de vida 17 de outubro de 2026 REUTERS/Abdul Saboor

Por Elizabeth Pineau e Dominique Patton

PARIS, 21 ​Out (Reuters) - O presidente francês, Emmanuel Macron, prometeu impedir que se repitam os distúrbios e saques do último fim de semana, enquanto o movimento dos Coletes Amarelos apresentou planos para uma grande marcha em Paris no sábado, o que representará o próximo grande desafio para o governo.

Macron afirmou na quarta-feira que aqueles que tentarem causar desordem nos próximos protestos serão impedidos, enquanto o primeiro-ministro Sébastien Lecornu se reuniu com líderes sindicais em um esforço para amenizar uma das piores crises que a França enfrenta nos últimos anos.

Um representante do movimento “Gilets Jaunes” (Coletes Amarelos), um grupo ⁠de ⁠base não vinculado aos sindicatos, apresentou planos ​para uma ‌marcha pelo centro de Paris, incluindo áreas que foram saqueadas há poucos dias.

Grupos estudantis também convocaram protestos para o mesmo dia, a fim de pressionar por maiores investimentos na educação. Os ativistas dos Coletes Amarelos buscam reativar sua campanha, que surgiu ⁠em 2018, contra o aumento do custo de vida e o declínio ​dos serviços públicos.

As manifestações do último fim de semana degeneraram rapidamente em violência desenfreada, ​especialmente em Paris, Marselha, Lyon e Limoges, e a ‌polícia, sobrecarregada, levou horas ​para ⁠conter os distúrbios.

Destacando a preocupação dos investidores com a situação, os custos de endividamento do governo francês dispararam nesta semana, elevando os rendimentos dos títulos de referência de 10 anos para 5%, ​o nível mais alto desde julho de 2002.

Analistas afirmaram que o movimento refletiu preocupações de que a agitação pudesse complicar os esforços do governo para sanar as finanças públicas em tensão, em um momento de pressões orçamentárias já crescentes.

Macron disse que se reuniria com ​autoridades de inteligência, Lecornu e outros ministros na quinta-feira para obter um relato detalhado dos distúrbios de 17 de outubro.

“Aqueles que quiserem causar desordem nos centros das cidades no próximo sábado serão impedidos de fazê-lo”, declarou Macron a repórteres durante uma visita ao Catar, onde vem buscando acordos no setor de energia enquanto a França enfrenta o aumento dos custos dos combustíveis.

“Não pode haver hesitação no topo do Estado.”

Macron acusou alguns líderes estrangeiros de espalhar desinformação ​sobre o que havia acontecido. O presidente dos EUA, Donald Trump, em particular, atribuiu a turbulência ‌à imigração em massa e ao islamismo ⁠radical, dizendo que se tratava de um aviso para os norte-americanos.

Questionado se estava se referindo a Trump, Macron disse: “Entre outros”, acrescentando que alguns políticos estrangeiros estavam tentando tirar proveito ⁠político às custas da França. “Não precisamos disso. Já temos ⁠dificuldades com as quais lidar”, afirmou.

(Reportagem de ⁠Elizabeth Pineau, Bertrand Boucey, ⁠Dominique ​Patton, Dominique Vidalon, Charlotte Van Campenhout e Makini Brice, em Paris, e Amanda Cooper, em Londres)

Reuters

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