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Manifestantes se reúnem na França em tentativa de barrar reforma previdenciária de Macron

Manifestantes se reúnem na França em tentativa de barrar reforma previdenciária de Macron

Reuters

15/03/2023

Placeholder - loading - Manifestantes protestam reforma previdenciária, em Ancenis-Saint-Gereon, França 15/03/2023 REUTERS/Stephane Mahe
Manifestantes protestam reforma previdenciária, em Ancenis-Saint-Gereon, França 15/03/2023 REUTERS/Stephane Mahe

Por Elizabeth Pineau e Dominique Vidalon

PARIS (Reuters) - Manifestantes protestaram pela França nesta quarta-feira em um último esforço para convencer os parlamentares a não apoiar o projeto de lei de reforma da previdência do presidente Emmanuel Macron, que aumentaria a idade de aposentadoria em dois anos, para 64 anos.

Uma ampla aliança de sindicatos convocou os trabalhadores a se juntarem ao oitavo dia de manifestações nacionais desde meados de janeiro contra a política impopular. Os protestos atraíram milhões de pessoas e as paralisações afetaram os setores de transporte e energia e deixaram lixo se acumulando nas ruas de Paris.

Apesar da reação, Macron seguiu em frente com seu plano. O projeto de lei foi aprovado por um comitê parlamentar conjunto nesta quarta-feira, no qual parlamentares das câmaras baixa e alta estão buscando um texto de compromisso.

Se um acordo for alcançado, uma votação final no Senado e na Assembleia Nacional será realizada na quinta-feira.

Manifestantes marcharam nesta quarta-feira com cartazes dizendo 'Não aos 64 anos' ou faixas sindicais marcadas com slogans como 'Setores público e privado juntos por nossas aposentadorias'.

'Os parlamentares precisam observar o que está acontecendo em seus círculos eleitorais', disse Laurent Berger, chefe do maior sindicato da França, o CFDT, a repórteres antes do início do ato em Paris.

Este novo dia de protestos 'destina-se a dizer aos parlamentares: não votem nesta reforma', disse ele.

A campanha de Macron enfrentava uma dificuldade de última hora para garantir votos suficientes na Assembleia, onde não possui maioria absoluta e precisará contar com o apoio do partido conservador Les Republicains (LR), embora suas fileiras estejam divididas sobre o assunto.

'Na Assembleia Nacional, não haverá votação fácil, nem pânico', disse o porta-voz do governo Olivier Veran à emissora de rádio Europe 1.

Reuters

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