Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Mercado de câmbio paralelo da Argentina é paralisado e operadores citam repressão

Mercado de câmbio paralelo da Argentina é paralisado e operadores citam repressão

Reuters

05/10/2023

Placeholder - loading - Nota de 100 pesos argentinos sobre notas de 100 dólares 17/10/2022 REUTERS/Agustin Marcarian
Nota de 100 pesos argentinos sobre notas de 100 dólares 17/10/2022 REUTERS/Agustin Marcarian

Por Walter Bianchi

BUENOS AIRES (Reuters) - O mercado paralelo de câmbio da Argentina foi paralisado nesta quinta-feira, com quatro operadores citando uma repressão das autoridades ao mercado informal como a razão pela qual não foram estabelecidos preços de referência e basicamente não foram realizadas operações.

Os mercados informais do país floresceram em meio a controles rígidos de capital que limitam o acesso a dólares, o que fez o preço da moeda norte-americana superar os 800 pesos no mercado informal e em outros mercados paralelos, bem mais do que o dobro da taxa oficial.

'Há controles em todos os lugares', disse um dos operadores à Reuters. As negociações geralmente são realizadas na rua ou em bolsas clandestinas. 'Não estamos operando e ninguém sai para negociar, então parece que será um dia perdido.'

As medidas ocorrem no momento em que o governo tenta reprimir o comércio em mercados não oficiais, onde a enorme demanda por dólares elevou os preços para longe da taxa de câmbio oficial, que é rigidamente controlada e foi congelada em 350 pesos por dólar.

No mercado paralelo, a moeda argentina atingiu o valor mais baixo de todos os tempos, 850 pesos por dólar, na quarta-feira, uma vez que as incertezas políticas antes das eleições gerais de 22 de outubro e uma crise econômica de longa data prejudicaram o sentimento dos investidores.

Outros mercados paralelos, como o de blue chip swaps e o de dólar MEP, nos quais os participantes podem negociar dólares por meio de transações de títulos, ainda estavam funcionando, com o peso sendo negociado a 908 e 785 por dólar, respectivamente.

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...