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Ministro da Defesa da China está sob investigação e deve ser removido do cargo, diz mídia ocidental

Ministro da Defesa da China está sob investigação e deve ser removido do cargo, diz mídia ocidental

Reuters

15/09/2023

Placeholder - loading - Li Shangfu em Cingapura  2/6/2023   REUTERS/Caroline Chia
Li Shangfu em Cingapura 2/6/2023 REUTERS/Caroline Chia

Por Yew Lun Tian e Laurie Chen

PEQUIM (Reuters) - As suspeitas sobre a ausência inexplicada de semanas do ministro da Defesa da China, Li Shangfu, se aprofundaram na sexta-feira, quando jornais ocidentais informaram que ele estava sendo investigado e um importante diplomata dos Estados Unidos questionou se ele estava em prisão domiciliar.

Li, de 65 anos, faltou a reuniões com líderes de defesa do Vietnã e de Cingapura nas últimas semanas, de acordo com fontes com conhecimento direto dos compromissos. Ele foi visto pela última vez em Pequim em 29 de agosto, fazendo um discurso de abertura em um fórum de segurança com nações africanas.

Citando autoridades dos EUA, o Washington Post informou que Li estava sendo investigado por corrupção e provavelmente será removido de seu cargo. O Wall Street Journal também disse que Li estava sendo removido do cargo, enquanto o Financial Times afirmou anteriormente que o governo dos EUA acredita que Li está sendo investigado.

Rahm Emanuel, embaixador de Washington no Japão, escreveu em uma postagem no X: 'Primeiro: O ministro da Defesa, Li Shangfu, não é visto ou ouvido há três semanas. Segundo: ele não compareceu à viagem ao Vietnã. Agora: Ele está ausente da reunião agendada com o chefe da Marinha de Cingapura porque foi colocado em prisão domiciliar???'

O Ministério da Defesa da China não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários. A embaixada dos EUA em Tóquio disse que não tinha mais comentários imediatos.

Perguntada se Li estava sob investigação, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, afirmou aos repórteres em uma coletiva de imprensa diária que ela 'não tinha conhecimento das informações relevantes'.

A ausência de Li ocorre após a substituição do ministro das Relações Exteriores da China, Qin Gang, em julho, depois de um período prolongado fora da vista do público e de uma mudança na liderança da Força de Foguetes do Exército de Libertação Popular nos últimos meses.

Assim como Li, Qin é um dos cinco conselheiros de Estado da China, um cargo no gabinete que está acima de um ministro comum.

As medidas levantaram questões de analistas e diplomatas sobre a falta de transparência na liderança da China em um momento em que sua economia está desacelerando e suas relações com a superpotência rival, os Estados Unidos, azedaram em relação a uma série de questões.

Ja Ian Chong, acadêmico da Universidade Nacional de Cingapura, disse que a falta de clareza em torno de Li enfatizou ainda mais a incerteza sobre a tomada de decisões da China.

'A gama de especulações demonstra a alta incerteza do sistema da República Popular da China (RPC) no momento', afirmou ele.

Reuters

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