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Morte de homem durante prisão policial na Itália gera protestos nas ruas

Morte de homem durante prisão policial na Itália gera protestos nas ruas

Reuters

20/07/2026

Placeholder - loading - Pessoas se reúnem perto do local onde um homem morreu no domingo enquanto era imobilizado no chão pela polícia que tentava prendê-lo, em Bolonha, Itália, em 19 de julho de 2026. REUTERS/Michele Lapini
Pessoas se reúnem perto do local onde um homem morreu no domingo enquanto era imobilizado no chão pela polícia que tentava prendê-lo, em Bolonha, Itália, em 19 de julho de 2026. REUTERS/Michele Lapini

ROMA, 20 Jul (Reuters) - Um homem morreu na ​cidade de Bolonha, no norte da Itália, enquanto era imobilizado no chão pela polícia que tentava prendê-lo, em um incidente filmado que gerou protestos nas ruas e que está sendo investigado pelo Ministério Público.

Abderrahim Fakir, um empresário nascido no Marrocos que administrava uma pequena empresa de mudanças e limpeza, morreu no domingo depois que a polícia foi chamada para lidar com um homem que se comportava de forma agressiva e danificava um veículo, segundo a mídia italiana.

As imagens do incidente, filmadas por um ⁠morador e ⁠compartilhadas amplamente na internet, levaram centenas ​de pessoas ‌a protestar e geraram reações em todo o espectro político, com políticos da oposição exigindo responsabilização e a coalizão governista defendendo os policiais envolvidos.

De acordo com o jornal local Il Resto del Carlino, os manifestantes entoaram ⁠slogans contra a polícia e se ajoelharam com os punhos erguidos, adotando ​gesto associado ao movimento Black Lives Matter, que surgiu nos Estados Unidos ​após a morte de George Floyd em Minneapolis, ‌em 2020.

As imagens mostravam ​Fakir ⁠deitado de bruços no chão enquanto dois policiais o imobilizavam. É possível ouvi-lo pedindo ajuda repetidamente e lutando para respirar antes que seus movimentos cessassem gradualmente.

O Ministério Público de ​Bolonha e o Ministério do Interior da Itália não responderam imediatamente a pedidos de comentário. A polícia de Bolonha afirmou que entregaria às autoridades investigativas as imagens das câmeras corporais dos policiais que intervieram.

De acordo com reportagens da mídia, os ​policiais chamaram os serviços de emergência após chegarem ao bairro de Pilastro, no nordeste da cidade, pouco depois do meio-dia, quando as temperaturas ultrapassavam 35 graus Celsius. A polícia tentou acalmar Fakir antes de usar spray de pimenta e imobilizá-lo enquanto tentava algemá-lo, depois que ele reagiu agressivamente, segundo reportagens da mídia.

“Eles mataram meu irmão a sangue frio, eu quero justiça”, disse a irmã de Fakir, Khadija, aos repórteres, ​enquanto centenas de pessoas em Pilastro saíam às ruas no domingo, com alguns manifestantes ‌entoando slogans contra a polícia.

Outro protesto ⁠estava previsto para ocorrer no centro de Bolonha na segunda-feira, com o apoio do prefeito de centro-esquerda Matteo Lepore, do sindicato CGIL e de outras organizações ⁠de esquerda.

A Liga, de direita, que faz parte do ⁠governo da primeira-ministra Giorgia Meloni, pediu ⁠investigações rigorosas, mas ⁠afirmou ​que os policiais estavam “cumprindo seu dever” ao intervir “a pedido de cidadãos exasperados”.

(Reportagem de Giselda Vagnoni)

Reuters

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