Mortos e feridos entre soldados na guerra da Ucrânia se aproximam de 500 mil, diz NYT citando autoridades dos EUA
Mortos e feridos entre soldados na guerra da Ucrânia se aproximam de 500 mil, diz NYT citando autoridades dos EUA
Reuters
18/08/2023
(Reuters) - O número de soldados ucranianos e russos mortos ou feridos desde o início da guerra na Ucrânia em fevereiro de 2022 está se aproximando de 500 mil, noticiou o jornal New York Times nesta sexta-feira, citando autoridades norte-americanas não identificadas.
As autoridades alertaram que os números das baixas permanecem difíceis de estimar porque Moscou costuma subestimar seus mortos e feridos de guerra, e Kiev não divulga números oficiais, disse o jornal.
As baixas militares da Rússia estão se aproximando de 300.000, incluindo até 120.000 mortes e entre 170.000 e 180.000 feridos, informou o jornal. As mortes ucranianas chegaram perto de 70.000, com algo entre 100.000 e 120.000 feridos, acrescentou a publicação.
O NYT citou as autoridades dizendo que a contagem de vítimas aumentou depois que a Ucrânia lançou uma contraofensiva no início deste ano.
Mykhailo Podolyak, conselheiro sênior do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, comentando o artigo do NYT, disse que apenas o Estado-Maior poderia divulgar tais números.
'Adotamos um modelo que só o Estado-Maior tem o direito de dar voz aos números dos feridos, dos inválidos, dos que perderam membros, dos desaparecidos e, claro, do número de pessoas que morreram nesta guerra', disse ele em uma transmissão ao vivo no canal do Youtube da jornalista Yulia Latynina nesta sexta-feira.
Os militares ucranianos reivindicaram na quinta-feira ganhos em sua contraofensiva contra as forças russas na frente sudeste. Kiev disse que suas forças libertaram um vilarejo, o primeiro sucesso desde 27 de julho, sinalizando o desafio que enfrenta ao avançar através de linhas defensivas russas fortemente minadas sem apoio aéreo poderoso.
Não houve resposta imediata das autoridades ucranianas aos pedidos de comentários da Reuters. A Rússia não fez comentários imediatos sobre a notícia.
(Reportagem de Rami Ayyub e David Ljunggren)
Reuters

