Mundo corre risco de visão negacionista prevalecer em caso de vitória de Trump, diz Marina
Mundo corre risco de visão negacionista prevalecer em caso de vitória de Trump, diz Marina
Reuters
07/03/2024
Por Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO (Reuters) - A ministra de Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse nesta quinta-feira torcer para que o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump não volte à Casa Branca, afirmando que ele representa um risco para os esforços globais de preservação do meio ambiente e combate às mudanças climáticas.
“O mundo inteiro corre o risco de a visão negacionista prevalecer, na contramão dos esforços que precisam ser feitos referentes à mudança do clima“, disse Marina em entrevista a jornalistas após participar de evento no Rio de Janeiro, ao ser questionada se a eleição de Trump representaria um risco para os esforços globais de preservação do meio ambiente.
“Obviamente que espero e torço para que o povo americano mantenha o caminho do compromisso com o enfrentamento da mudança climática. Obviamente a pessoa que vai fazer isso não vai ser o Trump”, acrescentou.
Trump deve ser o candidato do Partido Republicano nas eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos, depois que sua última adversária dentro da legenda, Nikki Haley, abandonou a disputa nesta semana após uma série de derrotas em disputas prévias.
O adversário na votação nacional deve ser mais uma vez o democrata Joe Biden, atual presidente dos Estados Unidos e vencedor da última eleição contra o republicano.
Sob o governo Biden, os Estados Unidos anunciaram um investimento de 500 milhões de dólares no Fundo Amazônia para medidas de preservação da floresta no Brasil, uma vez que o presidente fez do combate às mudanças climáticas uma de suas principais prioridades políticas.
Na entrevista desta quinta-feira, Marina voltou a defender que os países mais ricos devem ter um compromisso maior com a preservação do meio ambiente e o combate às mudanças climáticas, uma vez que foram os principais responsáveis pelas alterações no clima ao longo das décadas.
A ministra também manifestou preocupação com o aumento do desmatamento do Cerrado, que em 2023 registrou aumento de mais de 20% ante 2022. Segundo ela, nos primeiros meses de 2024 houve uma queda de 4% do desmatamento do bioma, mas a queda ainda não representa uma tendência.
“Temos planos de prevenção e controle do desmatamento no Cerrado e já estão sendo implementados, e nesses primeiros meses já tivemos uma queda de 4%, muito pequena para dizer que é uma tendência de queda, mas trabalhamos com afinco“, afirmou.
Reuters

