Norte-americanos apoiam tarifas e preparação militar contra China, mostra pesquisa Reuters/Ipsos
Norte-americanos apoiam tarifas e preparação militar contra China, mostra pesquisa Reuters/Ipsos
Reuters
16/08/2023
Por Michael Martina e Jason Lange
WASHINGTON, 16 Ago (Reuters) - A maioria bipartidária dos norte-americanos é a favor de mais tarifas sobre produtos chineses e acredita que os Estados Unidos precisam intensificar os preparativos para ameaças militares da China, de acordo com uma nova pesquisa Reuters/Ipsos.
A pesquisa de dois dias, concluída na terça-feira, revelou profundas preocupações entre os norte-americanos sobre a influência global da China em um momento em que as relações EUA-China caíram para o ponto mais baixo em décadas.
Cerca de 66% dos entrevistados disseram que estavam mais propensos a apoiar um candidato nas eleições presidenciais de 2024 que 'apoia tarifas adicionais sobre as importações chinesas'.
Outros 66% dos entrevistados - incluindo 58% dos democratas e 81% dos republicanos - concordaram com a afirmação de que os Estados Unidos 'precisam fazer mais para se preparar para as ameaças militares da China'.
Ainda assim, apenas 38% dos norte-americanos apoiaram o possível envio de tropas dos EUA para defender Taiwan no caso de um ataque chinês, mostrando as restrições políticas enfrentadas por qualquer presidente que busca o envolvimento militar dos EUA em um conflito envolvendo a China.
A preocupação bipartidária com a China ajuda a explicar as posições cada vez mais combativas dos candidatos presidenciais republicanos em relação à segunda maior economia do mundo.
Nos últimos meses, candidatos republicanos à Casa Branca têm atacado a China diariamente, com cada candidato tentando mostrar aos eleitores que estão em melhor posição para enfrentar o inimigo geopolítico dos Estados Unidos.
O ex-presidente Donald Trump, o governador da Flórida Ron DeSantis e a ex-embaixadora da ONU Nikki Haley defenderam que os Estados Unidos encerrem as relações comerciais normais permanentes com a China, o que limitaria os laços econômicos entre os países.
Biden tem procurado estabilizar a intensa rivalidade EUA-China por meio de envolvimento oficial de alto nível. Mas em recentes eventos de arrecadação de fundos, o presidente chamou sua economia de 'bomba-relógio' e se referiu a seu líder Xi Jinping como um ditador.
A pesquisa online Reuters/Ipsos foi realizada em todo o país, coletando respostas de 1.005 adultos, incluindo 443 democratas e 346 republicanos. Possui um intervalo de credibilidade, uma medida de precisão, de cerca de 4 pontos percentuais em qualquer direção.
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