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Lula diz que 'nervosismo especulativo' com dólar não vai afetar economia e volta a criticar Campos Neto

Lula diz que 'nervosismo especulativo' com dólar não vai afetar economia e volta a criticar Campos Neto

Reuters

21/06/2024

Placeholder - loading - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia no Palácio do Planalto 17/06/2024 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia no Palácio do Planalto 17/06/2024 REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  21/06/2024

(Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que o que chamou de nervosismo especulativo em relação ao dólar não vai afetar a economia brasileira.

'Nós estamos tranquilos, ou seja, esse nervosismo especulativo que está acontecendo não vai mexer com a seriedade da economia brasileira', disse Lula em entrevista à rádio Mirante News FM, em São Luís, ao falar sobre o câmbio.

Nas últimas semanas o dólar registrou alta acentuada em meio a preocupações dos investidores com o quadro fiscal e a ruídos gerados por críticas de Lula ao Banco Central. Na quinta-feira, a moeda norte-americana fechou a 5,4618 reais na venda, na maior cotação de fechamento desde 22 de julho de 2022.

Nesta sexta, numa sessão marcada por ajustes técnicos após as alta recentes, o dólar recuava um pouco, cotado a 5,4437 pouco antes das 16h30. Mas os investidores seguiam preocupados com o cenário fiscal e também com declarações de Lula.

E na entrevista à rádio maranhense o presidente aproveitou para voltar a criticar o presidente do BC, Roberto Campos Neto.

Quando perguntado se a alta do dólar preocupava, Lula disse que não, mas apontou para Campos Neto como 'um problema sério'.

'Olha, não preocupa o governo, porque quando você é o governo e você tem um problema preocupante, você tenta mudar esse problema. Veja, nós estamos com um problema sério... o presidente do Banco Central é um adversário político, ideológico e adversário do modelo de governança que nós fazemos', disse.

'Nós estamos chegando ao momento de trocar o presidente do Banco Central... vamos ter que tirar ele, indicar outra pessoa e acho que as coisas vão voltar à normalidade, porque o Brasil é um país de muita confiabilidade', acrescentou.

O mandato de Campos Neto à frente do BC termina em 31 de dezembro.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello; reportagem adicional de Fabrício de Castro)

Reuters

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