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    Petrobras muda política de gás de cozinha; reajustes não terão prazo definido

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    Trabalhador transporta botijões de gás de cozinha nas instalações de uma distribuidora em São Paulo 02/05/2006 REUTERS/Caetano Barreira

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    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras revisou a política de preços para o gás liquefeito de petróleo (GLP) comercializado em botijões de até 13 kg, conhecido como gás de cozinha, permitindo que o insumo seja reajustado sem periodicidade definida e usando como referência o preço de paridade de importação, informou a companhia nesta segunda-feira.

    Também serão acrescidos ao valor do gás custos do frete marítimo, despesas internas de transporte, e uma margem para remuneração dos riscos inerentes à operação, explicou a companhia.

    Com essas alterações, segundo a Petrobras, fica extinto o mecanismo de compensação previsto na política divulgada no início de 2018, na então gestão de Pedro Parente, que considerava a média móvel de cotações internacionais e de câmbio dos últimos 12 meses.

    Na política anterior, os ajustes ocorriam a cada trimestre.

    'Na nova política de preços de GLP os reajustes passam a ser realizados sem periodicidade definida, de acordo com as condições de mercado e da análise dos ambientes interno e externo', disse a Petrobras, em fato relevante publicado ao mercado nesta segunda-feira.

    A revisão, que ocorre em meio a uma ampla reforma do setor de gás liderada pelo governo federal, em busca de mais investimentos e competitividade, também permitirá que o gás de cozinha passe a ter um alinhamento maior com o GLP industrial e comercial, embalado em botijões maiores, explicou a empresa.

    A Petrobras pontuou, no entanto, que a política manteve atendimento à resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que, por uma questão social, determina que o insumo deve ser comercializado 'a preços diferenciados e inferiores aos praticados para os demais usos ou acondicionados em recipientes de outras capacidades'.

    A mudança também ocorre enquanto a Petrobras busca de vender sua distribuidora de botijões de GLP Liquigás. Ofertas pela companhia devem ser recebidas neste mês, informou na semana passada o presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

    A petroleira, que detém 100% da Liquigás, abriu processo para se desfazer da companhia em abril. Antes, a Petrobras chegou a anunciar a venda da empresa para o Grupo Ultra, mas o negócio foi vetado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em fevereiro de 2018.

    A mudança na política também ocorreu no mesmo dia em que a Petrobras realizou uma redução de 8,17% no preço do botijão de gás de cozinha, para 24,06 reais às distribuidoras, conforme informação divulgada na sexta-feira.

    Já o preço médio do GLP industrial e comercial, vendido em embalagens de mais de 13 kg, teve redução de 13%, nesta segunda-feira.

    (Por Marta Nogueira)

    Escrito por Reuters

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